Mato Grosso do Sul, 6 de julho de 2026

Cirurgia robótica contra câncer de próstata chega ao SUS

SUS incorpora cirurgia robótica para câncer de próstata; tecnologia garante precisão

O Sistema Único de Saúde (SUS) deu um salto de qualidade no tratamento oncológico. O Ministério da Saúde confirmou a incorporação da prostatectomia radical assistida por robô para pacientes com câncer de próstata em estágio avançado.

A decisão, formalizada por portaria, significa que uma das tecnologias cirúrgicas mais modernas do mundo passará a ser oferecida gratuitamente no sistema público.

O que muda com a cirurgia robótica?

A prostatectomia radical é a cirurgia de remoção completa da próstata e das vesículas seminais, sendo o tratamento curativo mais eficaz para o câncer, especialmente nas fases iniciais.

A versão robótica desse procedimento é reconhecida por sua precisão e menor invasividade. Ela permite que os cirurgiões realizem a operação com movimentos mais estáveis e detalhados, o que geralmente resulta em:

  • Menos dor e perda de sangue;
  • Recuperação mais rápida do paciente;
  • Menor tempo de internação.

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) já havia aprovado a inclusão da técnica para casos localizados ou localmente avançados da doença.

Próximos passos e treinamento de equipes

O Ministério da Saúde estabeleceu o prazo máximo de 180 dias para que as áreas técnicas efetivem a oferta da cirurgia em hospitais do SUS.

A incorporação desta tecnologia é vista como um esforço para promover a equidade no tratamento, garantindo que mais pacientes tenham acesso aos melhores cuidados.

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), Rodrigo Nascimento Pinheiro, ressaltou que os próximos passos serão cruciais:

“Os próximos passos para que a cirurgia robótica esteja amplamente disponível nos hospitais conveniados ao SUS incluem a definição de protocolos, de centros de referência e treinamento das equipes com foco na garantia de segurança e qualidade dos procedimentos.”

Pinheiro destaca ainda que a tecnologia robótica tem auxiliado na formação de novos profissionais, reduzindo a curva de aprendizado ao permitir treinamentos em ambientes controlados. Com isso, o SUS se prepara para oferecer um tratamento de ponta, melhorando significativamente as chances de cura e a qualidade de vida dos pacientes oncológicos no Brasil.

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