Focus: Projeção da inflação cai para 5,30% após 16 semanas de alta

O mercado financeiro reduziu a projeção da inflação oficial do país para este ano de 5,33% para 5,30%, segundo dados do boletim Focus divulgados nesta segunda-feira (6) pelo Banco Central (BC). O recuo interrompe uma sequência de 16 semanas consecutivas de elevação nas estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Apesar da primeira redução em quase quatro meses, o indicador de 2026 permanece bem acima da meta central de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%. Mesmo considerando o intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual (cujo teto é de 4,5%), o dado projetado ainda aponta para um estouro da meta.
Juros e Política Monetária
Para conter o avanço dos preços, a taxa básica de juros (Selic) deve passar por ajustes discretos. Os analistas mantiveram a previsão da Selic em 14% ao ano para o fim de 2026. Como a taxa atual está fixada em 14,25%, o mercado projeta um corte residual de 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), agendada para os dias 4 e 5 de agosto.
Para os anos seguintes, o mercado prevê uma flexibilização monetária gradual, com a Selic recuando para 12% em 2027 e alcançando 10% até o fim de 2029.
Atividade Econômica e Câmbio
As expectativas para o crescimento da economia brasileira, medidas pelo Produto Interno Bruto (PIB), mantiveram-se estáveis em 1,99% para este ano. No entanto, a projeção para 2027 avançou timidamente, passando de 1,68% para 1,69%. Já no câmbio, a cotação projetada para o dólar não sofreu alterações nesta semana, permanecendo em R$ 5,20 para o fechamento de 2026.
Abaixo, confira o resumo das principais projeções do mercado financeiro para os próximos anos:
Título
Focus: Projeção da inflação cai para 5,30% após 16 semanas de alta
Legenda
Apesar do recuo, índice para 2026 segue acima do teto da meta do BC
BRASÍLIA – O mercado financeiro reduziu a projeção da inflação oficial do país para este ano de 5,33% para 5,30%, segundo dados do boletim Focus divulgados nesta segunda-feira (6) pelo Banco Central (BC). O recuo interrompe uma sequência de 16 semanas consecutivas de elevação nas estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Apesar da primeira redução em quase quatro meses, o indicador de 2026 permanece bem acima da meta central de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%. Mesmo considerando o intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual (cujo teto é de 4,5%), o dado projetado ainda aponta para um estouro da meta.
Juros e Política Monetária
Para conter o avanço dos preços, a taxa básica de juros (Selic) deve passar por ajustes discretos. Os analistas mantiveram a previsão da Selic em 14% ao ano para o fim de 2026. Como a taxa atual está fixada em 14,25%, o mercado projeta um corte residual de 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), agendada para os dias 4 e 5 de agosto.
Para os anos seguintes, o mercado prevê uma flexibilização monetária gradual, com a Selic recuando para 12% em 2027 e alcançando 10% até o fim de 2029.
Atividade Econômica e Câmbio
As expectativas para o crescimento da economia brasileira, medidas pelo Produto Interno Bruto (PIB), mantiveram-se estáveis em 1,99% para este ano. No entanto, a projeção para 2027 avançou timidamente, passando de 1,68% para 1,69%. Já no câmbio, a cotação projetada para o dólar não sofreu alterações nesta semana, permanecendo em R$ 5,20 para o fechamento de 2026.
Abaixo, confira o resumo das principais projeções do mercado financeiro para os próximos anos:
| Ano | IPCA (Inflação) | Selic (Juros) | PIB (Crescimento) | Câmbio (Dólar) |
| 2026 | 5,30% | 14,00% | 1,99% | R$ 5,20 |
| 2027 | 4,18% | 12,00% | 1,69% | R$ 5,58 |
| 2028 | 3,70% | 10,50% | 2,00% | R$ 5,35 |
| 2029 | 3,50% | 10,00% | 2,00% | R$ 5,40 |



