Mato Grosso do Sul, 6 de julho de 2026

Lula vetará projeto de supersalários após decisão de Flávio Dino

Presidente deve barrar "penduricalhos" para conter gastos e rejeição

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu que não sancionará o projeto de lei que institui supersalários, aprovado recentemente pela Câmara dos Deputados. A decisão, comunicada a lideranças partidárias, fundamenta-se na forte rejeição popular e na necessidade estratégica de contenção de despesas que não geram impacto social direto.

Alinhamento com o Judiciário

A negativa presidencial ganha força jurídica após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a suspensão de “penduricalhos” em todos os Poderes. Dino estabeleceu que as remunerações não devem ultrapassar o teto constitucional, atualmente fixado em R$ 46,3 mil.

Lula avalia devolver o texto ao Legislativo utilizando a liminar do STF como justificativa técnica, evitando o desgaste político de um “engavetamento” direto, ao mesmo tempo que reforça o discurso de austeridade contra privilégios.

O que são os “penduricalhos”?

Os benefícios, criticados pelo governo e pelo Judiciário, elevam os vencimentos básicos por meio de verbas indenizatórias e gratificações. Entre os itens questionados estão:

  • Licenças compensatórias: conversão de dias trabalhados em dinheiro.
  • Auxílios atípicos: benefícios como o “auxílio-peru” e “auxílio-panetone”, classificados por Dino como afrontas ao decoro das funções públicas.

Na prática, essas somas permitem que salários de magistrados e servidores de elite ignorem o limite imposto pela Constituição, gerando os chamados supersalários que agora enfrentam barreira nos três Poderes.

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