Governo avalia fim da ‘taxa da blusinha’ para conter desgaste político

O governo federal discute a revogação do imposto de importação sobre encomendas internacionais de até US$ 50. A medida, popularmente conhecida como “taxa da blusinha”, está sendo reavaliada devido ao impacto negativo na imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, responsável pela implementação da cobrança.
Impacto Fiscal e Articulação Política
A revisão do imposto ganhou força após declarações da ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet, que classificou o impacto fiscal de uma eventual retirada como “limitado”. Segundo Tebet, a arrecadação anual com a taxa girou em torno de R$ 2 bilhões, valor considerado administrável dentro do Orçamento da União.
O ministro da Secretaria das Relações Institucionais, José Guimarães, também se posicionou contra a cobrança, apontando-a como um dos principais fatores de desgaste político da gestão atual junto à opinião pública.
Rejeição Popular
Dados de um levantamento da AtlasIntel/Bloomberg reforçam a pressão sobre o Planalto:
- 62% dos brasileiros consideram a taxa um erro.
- 30% avaliam a medida como um acerto.
Nos bastidores, o diagnóstico é de que a tributação é um dos itens que mais impulsionam a desaprovação do governo em setores populares e na classe média.
O Outro Lado: Varejo e Fazenda
A cobrança foi criada sob pressão do varejo nacional, que alega concorrência desleal com gigantes estrangeiras. Fernando Haddad defende a medida, argumentando que houve um “grave problema de desinformação” e ressaltando que o imposto de 20% foi aprovado com consenso no Congresso.
Apesar da defesa técnica, o peso eleitoral e a baixa arrecadação comparativa colocam a manutenção da taxa em xeque para o restante de 2026.



