Deputados cobram investigação após vandalismo em fazendas de MS

O conflito agrário em Sidrolândia (MS), que resultou na depredação das fazendas Água Clara e São Sebastião no último fim de semana, dominou os debates na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems). Parlamentares de diferentes vertentes políticas cobraram rigorosa investigação sobre o rastro de destruição e o furto de maquinários agrícolas ocorridos durante o embate entre indígenas e produtores rurais, divergindo sobre a liderança e a motivação política do episódio.
O deputado Zé Teixeira (PL) classificou o ocorrido como “uma barbárie” e equiparou a ação a um ato terrorista sem ordem jurídica. Segundo o parlamentar, além da destruição do patrimônio construído por produtores que ocupavam a região há cerca de 50 anos, foram roubados insumos e três veículos: uma retroescavadeira, um jipe e um caminhão. Teixeira defendeu a responsabilização criminal imediata dos líderes por roubo, vandalismo e receptação, associando o clima de desordem ao atual cenário político federal. O posicionamento foi endossado pelo deputado Coronel David (PL), que cobrou punição severa e o respeito legítimo à propriedade privada.
Em contrapartida, a bancada governista rebateu as críticas de partidarização do conflito. O deputado Pedro Kemp (PT) afirmou que o ato foi uma ação isolada e acusou a oposição de tentar culpar o Partido dos Trabalhadores de forma irresponsável, apontando que o movimento teria sido liderado por indígenas alinhados à direita.
Para esclarecer os fatos, o deputado Zeca do PT encaminhou um requerimento formal à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública pedindo a apuração do caso. O pedido foi respaldado por um documento assinado por nove caciques da região, no qual as lideranças tradicionais afirmam que a comunidade não tinha conhecimento da ação, planejada de forma isolada por integrantes da Aldeia Buriti vinculados à extrema-direita. Zeca do PT reforçou seu apoio histórico à demarcação de terras, mas condenou veementemente a destruição do patrimônio técnico e cobrou igual empenho do Estado na resolução de outros conflitos violentos na região.



