Mato Grosso do Sul, 6 de julho de 2026

CPI do Crime Organizado pede indiciamento de ministros do STF e da PGR

Relator cita crimes de responsabilidade em caso envolvendo Banco Master

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), apresentou nesta terça-feira (14) um relatório de 221 páginas pedindo o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O pedido baseia-se em supostos crimes de responsabilidade ligados ao caso do Banco Master. Vieira aponta infrações previstas na Lei 1.079/1950, como proferir julgamentos em casos de suspeição legal e agir de modo incompatível com a dignidade e o decoro das funções.

Foco em crimes de responsabilidade

No texto, o senador justifica a medida afirmando que a CPI deve focar em indivíduos que estão fora do alcance dos meios usuais de investigação. Segundo o relator, embora o Brasil já tenha punido figuras do Executivo e do Legislativo, o mesmo nunca ocorreu com integrantes das altas cortes da Justiça.

“É razoável que a decisão sobre indiciamentos se concentre naqueles fatos e indivíduos que […] podem ser sujeitos ativos de crime de responsabilidade”, destacou Vieira.

Próximos passos e manifestações

Para que os indiciamentos ganhem efeito, o relatório precisa ser aprovado pelos membros da comissão. No entanto, a votação pode ser adiada caso haja um pedido de vista (mais tempo para análise).

Até o momento, o cenário das defesas é o seguinte:

  • PGR: A assessoria de Paulo Gonet informou que o procurador-geral não comentará o assunto.
  • STF: A assessoria da Corte não enviou resposta até o fechamento desta reportagem.

Se aprovado, o documento será encaminhado aos órgãos competentes, cabendo ao próprio Senado o julgamento de eventuais crimes de responsabilidade dos magistrados.

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