Câmara cobra prefeitura por insegurança e falta de iluminação no Centro de Campo Grande

O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Epaminondas Vicente Neto (Papy), subiu à tribuna nesta terça-feira (14) para cobrar medidas urgentes da Prefeitura contra a degradação da região central. Durante a Palavra Livre, o parlamentar denunciou o aumento de furtos a comércios, a inoperância do sistema de videomonitoramento e a iluminação precária, apesar da arrecadação recorde da taxa de iluminação pública (Cosip).
Insegurança e Falhas no Monitoramento
Segundo Papy, reuniões recentes com o Conselho Regional Urbano do Centro, a Associação Comercial (ACICG) e a CDL revelaram um cenário crítico. Embora a região possua infraestrutura de LED e saneamento, a segurança falha ao pôr do sol. “O videomonitoramento não está funcionando. Há uma sequência de furtos recorrentes quando as lojas fecham”, criticou o presidente, apontando omissão do Executivo na manutenção da área.
Abordagem Transversal: Saúde e Social
O debate parlamentar ressaltou que a solução para o Centro exige uma atuação conjunta entre segurança, assistência social e saúde pública.
- Vulnerabilidade: O vereador destacou que dependentes químicos e pessoas em situação de rua estão desassistidos, o que alimenta o ciclo de violência.
- Exemplo de SP: O vereador Beto Avelar (PP) comparou o desafio à situação da Cracolândia em São Paulo, reforçando a complexidade do tema.
- Abandono: A vereadora Luiza Ribeiro (PT) pontuou que o abandono afasta novos investimentos habitacionais e comerciais previstos no Plano Diretor.
Pressão por Explicações e Recursos da Cosip
A Câmara apresentou ofícios à Sisep (Infraestrutura) e à Sesdes (Segurança) exigindo informações sobre a falta de policiamento e luz. Papy questionou o destino dos recursos da Cosip, afirmando que Mato Grosso do Sul registrou uma arrecadação histórica de quase R$ 200 milhões. “Se o Centro está sem iluminação com essa arrecadação, o que dirá nos bairros?”, questionou.
Além da segurança, o Legislativo discute a revisão da alíquota do IPTU para a região central, visando atrair novos moradores e viabilizar projetos como o Corredor Gastronômico da 14 de Julho e o novo Hotel Campo Grande, orçado em R$ 50 milhões.



