Alckmin descarta greve de caminhoneiros e defende medidas do governo

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou, nesta quarta-feira (18), que não vê justificativa para uma paralisação nacional de caminhoneiros, apesar da crescente mobilização da categoria em diversas regiões do país. O governo federal aposta em um pacote de R$ 30 bilhões para conter a crise dos combustíveis e evitar o desabastecimento.
Medidas de contenção e custo fiscal
Para amortecer o impacto da valorização do petróleo, o Palácio do Planalto implementou a zeragem de PIS/Cofins sobre o diesel e a criação de um subsídio temporário para importadores e produtores. “O governo já se antecipou e tomou as medidas necessárias. Não tem muito sentido uma paralisação agora”, declarou Alckmin durante evento em Brasília.
Mobilização da categoria e críticas à Petrobras
Mesmo com o discurso oficial de estabilidade, lideranças dos caminhoneiros alegam que os recentes aumentos promovidos pela Petrobras anularam o efeito das desonerações. Além do preço do combustível, a categoria protesta contra o descumprimento do piso mínimo do frete e a alta dos custos operacionais, discutindo datas para um possível movimento paredista.
Debate sobre nova estatal de combustíveis
A crise reacendeu no governo a discussão sobre a criação de uma nova empresa pública de distribuição. A proposta surge como alternativa à impossibilidade contratual de a Petrobras retornar ao varejo antes de 2029, devido à venda da BR Distribuidora (atual Vibra Energia).
No Congresso, a base governista articula frentes para tratar o abastecimento como questão estratégica. O líder do governo na Câmara, Pedro Uczai (PT-SC), defende que a retomada do controle sobre a distribuição é essencial para garantir a regulação de preços e a soberania nacional no setor de transportes.



