MS registra ave rara da Amazônia e reforça turismo de observação na COP15

Um achado científico histórico marcou as atividades do “Conexão Sem Fronteiras” nesta terça-feira (24), evento integrante da COP15 em Mato Grosso do Sul. Pesquisadores confirmaram o primeiro registro da ave Mariquita-de-connecticut (Geothlypis agilis) no Estado. A espécie, migratória do hemisfério norte e comumente restrita à Amazônia, foi avistada no Cerrado, entre os municípios de Água Clara e Paraíso das Águas.
O anúncio ocorreu durante a palestra da Fundação de Turismo de MS (Fundtur), que debateu o birdwatching (observação de aves) como pilar estratégico de conservação. O registro, realizado pelos pesquisadores Edivaldo Sousa e Maurício Neves Godoy, é o mais ao sul já documentado no Brasil, revelando novas rotas migratórias e a importância ambiental do território sul-mato-grossense.
Turismo como Ferramenta de Preservação
Para a Fundtur, o avistamento ratifica o potencial do estado como destino internacional de natureza. Segundo Geancarlo Merighi, diretor de Desenvolvimento do Turismo, a Fundação mantém projetos de apoio técnico para que os municípios estruturem o segmento de observação de aves com segurança e sustentabilidade.
“A parceria entre a Fundtur, o Imasul e as pousadas pantaneiras promove a conservação através do birdwatching. Os ‘hotspots’ de observação com alto número de registros são o resultado prático desse esforço”, destacou Edson Moroni, gerente da Fundtur.
Capacitação e Promoção
Além do rigor científico, o debate na Casa do Homem Pantaneiro enfatizou a necessidade de qualificar guias especializados. O ornitólogo Alyson Melo ressaltou a importância da parceria com o Instituto Mamede para renovar o quadro de profissionais que saibam unir o conhecimento técnico sobre aves ao atendimento turístico de excelência.
Ao final do encontro, foi apresentado o projeto “Pantanal Jam – Sons do Pantanal”, que transforma o canto dos pássaros em música para promover destinos e apoiar instituições como o Projeto Arara Azul e o Onçafari. “Não é apenas uma campanha, é um suporte de divulgação para quem conserva o Pantanal há décadas”, afirmou Bruno Wendling, diretor-presidente da Fundtur MS.



