Mato Grosso do Sul, 6 de julho de 2026

MS mantém monitoramento permanente na Gruta do Lago Azul em Bonito

Fiscalização do Imasul garante turismo sustentável e proteção ambiental

O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio do Instituto de Meio Ambiente (Imasul), mantém uma estrutura de monitoramento permanente na Gruta do Lago Azul, em Bonito. A medida visa assegurar a preservação ambiental e o uso sustentável de um dos monumentos naturais mais visitados do Brasil, equilibrando o fluxo turístico com a conservação do ecossistema sensível da Serra da Bodoquena.

Gestão e fiscalização rigorosa

Coordenada pela Semadesc, a equipe de gestão no local é multidisciplinar, contando com fiscais ambientais, técnicos, servidores administrativos e o apoio da Polícia Militar Ambiental (PMA). Além de zelar pela unidade de conservação, o grupo realiza vistorias em empreendimentos privados vizinhos, como balneários, para garantir que toda a região opere dentro das normas vigentes.

“O trabalho do Imasul garante que a visitação aconteça de forma responsável, preservando o ambiente para as futuras gerações”, destaca o diretor-presidente do órgão, André Borges.

Patrimônio científico e geológico

A Gruta do Lago Azul é classificada como Unidade de Conservação de Proteção Integral. Além da beleza cênica — potencializada entre setembro e fevereiro pelo fenômeno que intensifica o azul das águas —, o local é um sítio paleontológico de relevância internacional. No interior da caverna, já foram encontrados fósseis de animais pré-históricos, como a preguiça-gigante e o tigre-dentes-de-sabre, datados de mais de 12 mil anos.

Estratégia de conservação

A preservação é norteada por um Plano de Manejo, instrumento que define o zoneamento e as regras de uso público. Segundo Marcelo Brasil, gestor regional do Imasul, o acompanhamento contínuo é o que permite a Bonito manter o título de referência mundial em ecoturismo.

O modelo de gestão aplicado aos Monumentos Naturais de Bonito (que inclui o Rio Formoso) permite apenas o uso indireto dos recursos, focando em:

  • Turismo Ecológico controlado;
  • Pesquisa Científica autorizada;
  • Educação Ambiental e conscientização.

Ao consolidar este modelo, o Estado protege o patrimônio espeleológico enquanto fortalece a economia local através do turismo de natureza responsável.

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