Lula anuncia prioridades e amplia proteção ambiental na COP15 em MS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu oficialmente a Cúpula de Líderes da 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias (COP15), neste domingo (22), em Campo Grande. Durante o evento, o governo brasileiro estabeleceu as diretrizes para os debates globais e oficializou a criação e ampliação de três unidades de conservação, somando mais de 145 mil hectares de áreas protegidas.
Metas do Brasil para a COP15
A delegação brasileira chega ao encontro com três pilares estratégicos:
- Justiça Climática: Diálogo baseado em “responsabilidades comuns, porém diferenciadas”.
- Financiamento: Mobilização de recursos e criação de fundos multilaterais para países em desenvolvimento.
- Proteção do Pantanal: Universalização da “Declaração do Pantanal” para engajar mais nações na proteção de rotas migratórias.
Decretos e Expansão Territorial
Antes de seu pronunciamento, Lula assinou atos que fortalecem a preservação nos biomas Pantanal e Cerrado:
- Criação: Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas (MG).
- Ampliação: Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense (MT).
- Ampliação: Estação Ecológica de Taiamã (MT).
O presidente reforçou o compromisso com a Convenção sobre Diversidade Biológica, visando proteger 30% da área oceânica até 2030.
Diplomacia Ambiental e Multilateralismo
Em um cenário de tensões geopolíticas, Lula defendeu a cooperação internacional como única saída para a prosperidade. “No lugar de muros e discursos de ódio, precisamos de políticas de acolhimento e de um multilateralismo forte”, declarou.
Para o presidente, a América Latina deve atuar de forma integrada, uma vez que a fauna e as rotas ecológicas não respeitam fronteiras nacionais. “A história da humanidade também é uma história de conexões”, concluiu, posicionando a COP15 como um espaço de resistência em defesa da natureza.



