Mato Grosso do Sul, 6 de julho de 2026

Governo de MS apresenta Lei do Pantanal e política de apoio à produção na reunião da FPA

O governador citou o esforço de Mato Grosso do Sul para alcançar a neutralidade de carbono até 2030

Em Brasília, o governador Eduardo Riedel levou para o centro do debate nacional uma experiência que vem ganhando destaque no cenário agroambiental: o equilíbrio entre produção e preservação. Durante a reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), realizada nesta terça-feira (19) na sede da CNA, ele apresentou cases de sucesso de Mato Grosso do Sul, como os programas de incentivo à produtividade no campo, a política de neutralização de emissões de carbono e a construção da Lei do Pantanal — fruto de consenso entre produtores rurais e ambientalistas.

Na pauta do encontro estiveram temas estratégicos para o futuro do setor, como as relações comerciais entre Estados Unidos e Brasil, o licenciamento ambiental e o Plano Clima, política nacional que norteará o país no enfrentamento das mudanças climáticas até 2035.

“O caminho que a Frente está colocando faz muito sentido e a gente fez isto no Estado. Invertemos a lógica punitiva, quando estabelecemos programas de apoio à eficiência pela produtividade. São R$ 380 milhões entregues diretamente ao produtor em razão desse aumento”, destacou Riedel, ao explicar como o governo estadual aposta em incentivo em vez de punição.

Produtividade e carbono neutro

O governador citou o esforço de Mato Grosso do Sul para alcançar a neutralidade de carbono até 2030. Entre as ações, destacou a recuperação de pastagens degradadas — que passaram de 21 milhões de hectares para 16 milhões em dez anos — e o avanço da produção sustentável. “Aumentamos em dois milhões de hectares a soja em plantio direto e em 1,5 milhão a área de floresta plantada”, ressaltou.

Lei do Pantanal: consenso histórico

Outro ponto enfatizado foi a criação da Lei do Pantanal, considerada um marco regulatório construído a partir do diálogo entre diferentes setores. “Produtores e ambientalistas sentaram juntos. A lei define o que pode e o que não pode, tudo de forma consensual, valorizando o mérito de quem preserva. A mensagem é clara: o meio ambiente é ativo e tem que ter valor”, afirmou Riedel.

Plano Clima

No encontro, também foi debatido o Plano Clima, documento nacional que reúne diretrizes e ações para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, adaptar atividades produtivas e proteger a sociedade frente aos impactos das mudanças climáticas. Elaborado com participação de diversos ministérios, o plano pretende guiar o Brasil até 2035 em direção a um desenvolvimento sustentável.

Com essa participação, Mato Grosso do Sul reforça sua posição como Estado que busca liderar o diálogo entre produção e preservação, mostrando que é possível crescer sem abrir mão do compromisso com o futuro do meio ambiente.

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