Governo amplia proteção ambiental no Pantanal e cria reserva em MG

O governo federal anunciou, no último domingo (22), o acréscimo de 148 mil hectares sob proteção ambiental no Brasil. O anúncio, realizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a COP15 em Campo Grande, oficializa a criação de uma nova unidade no Cerrado mineiro e a expansão de duas áreas estratégicas no Pantanal mato-grossense.
Pantanal: Refúgio de onças e berçários naturais
No Mato Grosso, as ampliações focam na resiliência do ecossistema frente às mudanças climáticas. A Estação Ecológica do Taiamã saltou de 11,5 mil para 68,5 mil hectares. A área é famosa pela descoberta de onças-pintadas que pescam peixes e jacarés, além de abrigar 131 espécies de peixes.
Já o Parque Nacional do Pantanal Matogrossense, em Poconé, passou de 135,9 mil para 183,1 mil hectares. A unidade protege espécies ameaçadas como o cervo-do-pantanal, a ariranha e o tatu-canastra, servindo como reguladora dos ciclos de inundação do bioma.
Cerrado: Justiça social e extrativismo
Em Minas Gerais, foi criada a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Córregos dos Vales do Norte de Minas, com 40,8 mil hectares. Localizada entre Riacho dos Machados, Rio Pardo de Minas e Serranópolis de Minas, a unidade protege as comunidades tradicionais geraizeiras.
“A criação da reserva alia justiça social e conservação, construída com a participação direta das comunidades que há gerações cuidam da natureza”, destacou a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
Gestão e Sustentabilidade
A gestão das áreas fica a cargo do ICMBio. Segundo Mauro Pires, presidente da autarquia, as medidas garantem a viabilidade genética da fauna e o sequestro de carbono. A ampliação da Estação do Taiamã era uma demanda de décadas de pesquisadores da Unemat, que reforçam que o território anterior era insuficiente para a proteção adequada da biodiversidade local.




