Mato Grosso do Sul, 6 de julho de 2026

El Niño ameaça Pantanal e MS reforça combate a incêndios em 2026

Fenômeno deve elevar temperaturas e reduzir chuvas no segundo semestre

Mato Grosso do Sul está em alerta máximo para o risco de incêndios florestais em 2026. A previsão de retorno do fenômeno El Niño no segundo semestre deve intensificar o calor e a seca, especialmente no Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica. Segundo o Cemtec, o fenômeno deve provocar ondas de calor e umidade do ar extremamente baixa, criando o cenário ideal para a propagação do fogo.

Apesar de um início de fevereiro com chuvas acima da média em alguns municípios, o déficit hídrico acumulado desde janeiro mantém o estado em situação de vigilância.

O Desafio Climático de 2026

A meteorologia aponta que o aquecimento das temperaturas começará já em março, com o El Niño se consolidando entre o final do outono e o início do inverno.

  • Impacto nas chuvas: Previsão de precipitações irregulares e abaixo da média histórica.
  • Inverno quente: Temperaturas elevadas durante o período que deveria ser de frio.
  • Fator de risco: A combinação de seca severa e ventos fortes aumenta a severidade dos eventos de fogo.

Resposta e Tecnologia no Campo

Para enfrentar o cenário, o Governo do Estado mobiliza uma estrutura de resposta ágil que une tecnologia e força bruta:

  • Monitoramento: Análises de georreferenciamento e satélites identificam focos em tempo real.
  • Equipes: Mais de mil brigadistas formados e bases avançadas instaladas estrategicamente no Pantanal.
  • Logística: Uso de drones, viaturas especializadas e aeronaves para combate em locais de difícil acesso.

“Conseguimos combater muitos focos antes mesmo do registro via satélite”, destaca o major Eduardo Teixeira, do Corpo de Bombeiros.

Histórico de Sucesso

O planejamento preventivo já colhe frutos. Na última operação, Mato Grosso do Sul registrou uma redução drástica na área queimada: de 2,3 milhões de hectares em 2024 para pouco mais de 202 mil hectares em 2025. O foco para 2026 é manter essa eficiência, focando no tempo de resposta e na conscientização da população para evitar queimadas urbanas e rurais.

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