Mato Grosso do Sul, 10 de agosto de 2026

Transporte aéreo de MS agiliza transplantes e salva vidas em todo o País

Equipes da Casa Militar garantem rapidez na captação de órgãos vitais

A agilidade no transporte aéreo tornou-se o diferencial para salvar vidas de pacientes na fila de transplantes em Mato Grosso do Sul. Através da Coordenadoria de Transporte Aéreo (CTA), o Governo do Estado mantém equipes de prontidão 24 horas para captar e transportar órgãos em todo o território nacional. Somente neste ano, já foram realizadas 10 missões de captação, sendo a última registrada nesta terça-feira (24), em Dourados, envolvendo fígado e rins.

Logística de alta performance

Desde 2023, o estado contabiliza 39 missões aéreas dedicadas ao transporte de órgãos e equipes médicas. A atuação não se restringe às fronteiras sul-mato-grossenses: o convênio já alcançou cidades como Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ) e até Porto Velho (RO).

O coronel Marcos Paulo Gimenez, chefe da Casa Militar, destaca que o serviço funciona como um sistema de prontidão absoluta. “Transportamos as equipes sempre que há compatibilidade e disponibilidade, independentemente do dia ou horário”, pontua.

Fator tempo é decisivo

Para o cirurgião Gustavo Rapassi, responsável pelo programa de transplantes de fígado, rins e pâncreas no Estado, o apoio aéreo é a única via para viabilizar cirurgias em regiões de grandes distâncias, como o Norte e Centro-Oeste.

“O tempo de deslocamento curto melhora o resultado do transplante. Para quem está em uma situação de vida ou morte, a disponibilidade da Casa Militar é a garantia de uma segunda chance”, afirma o médico.

Prontidão em 60 minutos

A complexidade da missão exige que os pilotos da CTA — composta por profissionais das forças de segurança, como o tenente Avyner Falcão e o delegado Enilton Zalla — estejam preparados para decolar em até uma hora após o acionamento.

Zalla, que atua nessas missões há sete anos, reforça o apelo humanitário da tarefa: “É um voo diferenciado que exige habilidade e rapidez. Peço que as famílias estimulem a doação de órgãos; é transformar um momento de perda na salvação de outra vida”.

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