Mato Grosso do Sul, 9 de agosto de 2026

MS por Elas: Câmaras Municipais reforçam combate à violência doméstica

Programa prevê Procuradorias da Mulher em 79 municípios do Estado

A União das Câmaras de Vereadores de Mato Grosso do Sul (UCV-MS) oficializou sua adesão ao programa “MS por Elas: Justiça e Controle são da nossa conta”. A iniciativa busca implementar a Lei Federal nº 14.899/2024 em todo o Estado, unindo o Tribunal de Justiça (TJMS), o Tribunal de Contas (TCE-MS) e a Assomasul no enfrentamento à violência doméstica e familiar.

Com a assinatura do termo, o foco agora é levar a estrutura de proteção para dentro do Poder Legislativo de cada um dos 79 municípios sul-mato-grossenses.

O papel das Procuradorias da Mulher

A meta da UCV-MS é fomentar a criação de Procuradorias da Mulher em todas as Câmaras Municipais. Essas unidades terão funções estratégicas:

  • Fiscalização: Monitorar o cumprimento de leis de proteção já existentes.
  • Legislação: Propor novas normas que garantam os direitos femininos.
  • Rede de Apoio: Capacitar agentes públicos para o atendimento e acolhimento de vítimas.

“Não tenho dúvidas de que poderemos contribuir para a redução da violência. Já criamos cinco novas Procuradorias em poucas semanas e queremos expandir para todo o Estado”, afirmou Daniel Teixeira Costa Junior, presidente da UCV-MS.

Tecnologia e Fiscalização Rigorosa

O programa não se limita a intenções políticas; ele prevê ferramentas práticas de controle. O TCE-MS, representado pela conselheira substituta Patrícia Sarmento, será o braço técnico da operação, atuando na:

  1. Auditoria Orçamentária: Análise dos dados financeiros destinados a políticas públicas para mulheres.
  2. Painel de Monitoramento: Criação de um site que reunirá toda a legislação municipal sobre o tema, facilitando o acesso à informação e o empoderamento feminino.
  3. Apoio Técnico: Desenvolvimento de indicadores para acompanhar a execução dos planos municipais.

Cooperação Institucional

A desembargadora Jaceguara Dantas da Silva (TJMS) reforçou que a adesão dos vereadores é o elo que faltava para que a proteção chegue, de fato, à ponta — onde a mulher vive e precisa do serviço público. O trabalho integrado promete transformar leis federais em ações concretas e orçamentos fiscalizados.

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