Mato Grosso do Sul, 10 de agosto de 2026

MS apresenta plano contra incêndios para preservar Pantanal na COP30

Estado detalha ações de prevenção e manejo do fogo para proteger o Pantanal

O Governo de Mato Grosso do Sul apresentou, na COP30, as estratégias que vêm sendo desenvolvidas para preservar o Pantanal diante do avanço das secas e dos incêndios florestais. Representando o Estado, o tenente-coronel Leonardo Congro, assessor Bombeiro Militar da Semadesc, expôs as diretrizes do Plano Estadual de Manejo Integrado do Fogo (PMIF) e os resultados da Operação Pantanal 2024.

A participação ocorreu na AgriZone, espaço da Embrapa dedicado à agricultura sustentável e soluções climáticas, que reúne cerca de 400 eventos. Congro integrou os debates da conferência na quinta-feira (14), em Belém (PA).

Durante a palestra “Medidas de Segurança Contra Incêndio Florestal: O caso do Pantanal de Mato Grosso do Sul – Fomento, Parcerias e Cultura de Segurança”, o tenente-coronel destacou o agravamento da estiagem — a maior dos últimos 70 anos — e a perda histórica de superfície de água no bioma.

Ele lembrou que a Operação Pantanal 2024 foi a maior já realizada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado. “Nossos principais desafios foram garantir um combate eficaz, reduzir a área queimada e aprimorar o uso dos recursos”, afirmou.

Entre as ações que contribuíram para os resultados positivos, Congro citou a antecipação do início da operação para 2 de abril, antes do período mais crítico, e a implementação de 11 Bases Avançadas Estratégicas em áreas remotas do Pantanal. As estruturas reduziram significativamente o tempo de resposta e diminuíram o número de focos de calor em um raio de 25 km.

PMIF estrutura prevenção e resposta no bioma

O Plano Estadual de Manejo Integrado do Fogo prevê ações permanentes de prevenção e controle, como o Programa Estadual de Brigadas de Incêndio, o Sistema de Comando de Incidentes e a Sala de Situação de Informações sobre Fogo.

O governo também investe na formação de bombeiros, brigadistas rurais, comunitários e indígenas, fortalecendo uma rede local de primeira resposta. O manejo inclui a construção de aceiros estratégicos, além do incentivo à queima controlada e prescrita em períodos adequados — práticas já consolidadas no Estado.

As ações são complementadas por iniciativas de educação ambiental, campanhas nas escolas e vistorias em propriedades rurais, com foco no fortalecimento da cultura de prevenção.

Congro ressaltou ainda a importância das parcerias. “Trabalhamos com responsabilidade compartilhada, envolvendo produtores rurais, ONGs e o poder público. Nossa meta é aumentar a resiliência das comunidades e promover a conservação da fauna e flora do Pantanal”, afirmou.

A presença do Pantanal na agenda da COP30 reforça a urgência de medidas de adaptação e mitigação para um dos biomas mais ameaçados pelas mudanças climáticas, e posiciona Mato Grosso do Sul como referência em gestão integrada do fogo.

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