Mato Grosso do Sul, 9 de agosto de 2026

MS-338: a estrada que costura destinos e abre caminho para o futuro

São 111,56 quilômetros que, aos poucos, vão sendo domados pelo ritmo das máquinas

O pó vermelho que por décadas cobriu a MS-338 começa a dar lugar a uma faixa negra de asfalto, onde antes só se via poeira, atoleiro e o risco constante de acidentes. A rodovia, que conecta Camapuã a Ribas do Rio Pardo, está prestes a se transformar na espinha dorsal de um novo tempo para o norte-sudeste de Mato Grosso do Sul.

São 111,56 quilômetros que, aos poucos, vão sendo domados pelo ritmo das máquinas. O primeiro lote, de 45,3 km, já ficou para trás, concluído. O segundo, de 66,26 km, segue em execução e deve ser entregue até dezembro de 2025, se o céu não pesar em chuvas.

O investimento é robusto: R$ 329 milhões. O primeiro trecho consumiu R$ 121 milhões; o segundo, em andamento, soma R$ 208 milhões. A responsabilidade está nas mãos da empresa Vale do Rio Novo Engenharia e Construções, que comanda a obra quase como quem conduz um grande concerto de ferro e concreto.

Uma estrada estratégica

Para o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara de Carvalho, a MS-338 não é apenas uma rodovia: é uma promessa de desenvolvimento.
“Essa ligação vai muito além de encurtar distâncias. Estamos abrindo uma rota que atende diretamente à produção de celulose. É um investimento que fortalece a economia, gera emprego e renda”, afirma, olhando para o mapa como quem enxerga não só linhas, mas possibilidades.

Hoje, o segundo lote já mostra 87% de avanço. Restam pouco mais de 7 km de pavimentação próximos a Ribas do Rio Pardo, a ponte sobre o Ribeirão Monte Belo e as passagens subterrâneas que permitirão o cruzamento dos gigantes hexatrens.

Túneis para o futuro

Essas galerias, erguidas nos km 89,54 e 70,88, são quase símbolos da modernidade. Criadas para que os trens de carga atravessem a rodovia sem interromper o fluxo, protegem o pavimento contra o desgaste precoce e garantem segurança para motoristas diante da presença desses veículos de dezenas de metros. Mais de 84% delas já está pronto, com previsão de conclusão em setembro.

O impacto na vida cotidiana

Para os produtores rurais, a pavimentação significa não apenas escoar soja, milho ou madeira em menos tempo, mas também chegar em casa sem medo da estrada. Para as comunidades locais, abre-se uma porta de acesso mais rápida a serviços, saúde e comércio.

Quem passa hoje pela MS-338 ainda escuta o ronco das máquinas e vê a dança dos operários de colete refletivo sob o sol forte. Mas já consegue imaginar o que virá: uma rodovia que não será apenas caminho, mas ponte entre a produção, as cidades e o futuro de Mato Grosso do Sul.

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