Morre personal trainer esfaqueado e dopado com insulina, em Campo Grande

O personal trainer Douglas Lenon Gonçalves Martins, de 39 anos, morreu na manhã desta quarta-feira (10) na Santa Casa de Campo Grande, 15 dias após ser espancado, esfaqueado e submetido a aplicações forçadas de insulina dentro de sua própria casa. Com a confirmação do óbito, a Polícia Civil vai reclassificar o caso, que antes era tratado como lesão corporal, para homicídio consumado.
O crime ocorreu no dia 26 de maio, no Bairro Parque dos Novos Estados. Um grupo de criminosos ainda não identificados invadiu a residência da vítima para cometer o atentado. Douglas foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros em estado gravíssimo, com uma parada cardiorrespiratória e um corte profundo no abdômen.
Choque glicêmico como causa provável
A principal linha de investigação aponta que os agressores injetaram altas doses de insulina na vítima contra a sua vontade. A suspeita é de que a substância tenha provocado um choque glicêmico — uma queda drástica e perigosa nos níveis de açúcar no sangue (hipoglicemia severa) —, o que paralisou os órgãos e causou a parada cardíaca, agravando as lesões provocadas pelas facadas.
O inquérito está sob a responsabilidade do delegado Maurício Vargas, na Depac Cepol (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário). Até o momento, nenhum suspeito foi preso e a motivação do ataque segue desconhecida.
Histórico de violência: caso em motel em 2021
Esta não foi a primeira vez que o personal trainer foi alvo de violência extrema na capital. Há cinco anos, o nome de Douglas repercutiu na crônica policial do estado após sobreviver a um atentado passional.
- O crime anterior (2021): Douglas foi flagrado em um motel de Campo Grande com a ex-esposa do policial rodoviário federal Tony Emerson Moretto. O agente invadiu o local e baleou o personal trainer no rosto. Mesmo ferido, Douglas conseguiu fugir e sobreviveu após passar por cirurgias na Santa Casa.
- Desfecho do policial: Dois dias após atirar em Douglas, o policial Tony Moretto foi encontrado morto em uma área de mata perto da rodovia MS-040. Em 2023, a Polícia Civil concluiu o inquérito apontando que o agente cometeu suicídio.
Cinco anos após escapar dos disparos do policial, Douglas Lenon não resistiu ao novo atentado em sua residência.



