H3N2 é o vírus da gripe predominante em Mato Grosso do Sul

O vírus da Influenza A (H3N2) é a variante predominante entre as infecções respiratórias registradas em Mato Grosso do Sul. De acordo com o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS), o território sul-mato-grossense notificou 2.962 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) hospitalizada. Deste total, 414 foram confirmados para influenza, com o subtipo H3N2 liderando isolado com 264 infecções.
O avanço da doença acendeu o alerta das autoridades de saúde: 56 pessoas já morreram em decorrência da influenza no Estado. O subtipo H3N2 foi o responsável direto por 38 desses óbitos, enquanto a Influenza B causou nove mortes e outros nove pacientes faleceram por Influenza A não subtipada. Até o momento, não há registros de mortes por H1N1 em MS.
Cenário epidemiológico em Três Lagoas
A dominância do vírus se reflete nos municípios. Em Três Lagoas, o boletim atualizado pela Secretaria Municipal de Saúde confirmou 112 internações por SRAG, resultando em 87 altas médicas, 21 casos sob investigação e duas mortes confirmadas.
Das 40 amostras positivas para influenza na cidade, 31 foram diagnosticadas como Influenza A — sendo 26 delas do subtipo H3N2. A maior concentração de hospitalizações ocorreu na faixa etária infantil, atingindo principalmente crianças de 1 a 4 anos (42 casos) e de 5 a 9 anos (16 casos).
Sintomas intensos e transmissão
Diferente de um resfriado comum, a Influenza A (H3N2) apresenta sintomas mais severos e de início abrupto. Os principais sinais de infecção são:
- Febre alta e calafrios;
- Dores intensas no corpo e nas articulações;
- Dor de cabeça, de garganta e tosse seca;
- Coriza, congestão nasal e cansaço extremo;
- Vômitos e diarreia (sintomas comuns em crianças).
O vírus possui período de incubação de três a cinco dias e é transmitido por gotículas respiratórias no ar ou pelo contato com superfícies contaminadas.
Vacinação é a principal defesa no inverno
Com a queda das temperaturas no outono e inverno, a SES-MS reforça que a vacinação é a medida mais eficaz para evitar complicações graves e mortes. Os grupos prioritários — que incluem crianças, idosos, gestantes, puérperas e pessoas com comorbidades — devem procurar as unidades básicas de saúde.
Medidas preventivas complementares como a higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel, além do uso de máscaras ao apresentar sintomas gripais, continuam recomendadas para frear o contágio.



