Feminicídios em MS já somam 24 casos em 2025; mulher é morta a facadas em Bataguassu

Mato Grosso do Sul registra mais um caso de feminicídio em 2025, elevando para 24 o número de mulheres assassinadas por razão de gênero neste ano. A vítima mais recente é Érica Regina Moreira Motta, de 46 anos, morta a facadas na noite de quarta-feira (27), no bairro Jardim Real, em Bataguassu, a 313 km de Campo Grande.
O principal suspeito é o marido, Vagner Aurélio Fernandes dos Santos, de 59 anos, preso minutos após o crime no terminal rodoviário da cidade. Ele foi encontrado com marcas de sangue nas roupas e um ferimento na cabeça, tentando fugir. À polícia, confessou o assassinato e ainda declarou já ter tentado matar outras duas mulheres em ocasiões anteriores.
Dinâmica do crime
Segundo a Polícia Militar, vizinhos ouviram uma discussão que começou por volta das 16h. A equipe foi acionada e, ao chegar na casa, precisou arrombar o portão, que estava trancado com cadeados. A vítima foi encontrada no sofá da sala, com cinco perfurações no pescoço e no rosto.
Marcas de sangue indicaram o trajeto da fuga do suspeito, e a faca usada no crime foi localizada na calçada, do outro lado da rua. Ele foi autuado por feminicídio e cárcere privado, com prisão preventiva decretada.
Contexto estadual
O caso de Bataguassu é o primeiro feminicídio registrado no município em 2025, mas reforça a estatística preocupante em Mato Grosso do Sul: já são 24 mulheres mortas este ano. O estado figura entre os que apresentam maiores taxas de violência contra a mulher no país, conforme levantamentos anteriores do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Órgãos de segurança e entidades de defesa dos direitos da mulher reforçam que o feminicídio, tipificado em 2015 na legislação brasileira, é a expressão mais extrema da violência de gênero, marcada pela desigualdade e pela repetição de ciclos de agressão.
O corpo de Érica foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), enquanto equipes da Perícia Técnica realizaram os levantamentos no local.



