Campo Grande inicia censo para mapear moradores de rua e reduzir carência

Com o objetivo de transformar a assistência social em políticas públicas mais eficazes, a Prefeitura de Campo Grande (por meio da Secretaria de Assistência Social e Cidadania), a Defensoria Pública e o Governo do Estado iniciaram o primeiro censo georreferenciado e detalhado da população em situação de rua da Capital.
O levantamento inédito é fundamental para cumprir a Lei municipal 6.517/2020, que exige uma contagem a cada dois anos, e visa fornecer dados concretos para aprimorar as estratégias de acolhimento e reinserção social.
A Força da Catalogação
A primeira fase, realizada de forma simultânea e transversal em todas as sete regiões da cidade, mobilizou 32 equipes (96 profissionais) para a contagem e georreferenciamento das pessoas nas ruas.
A secretária municipal de Assistência Social, Camilla Nascimento, ressaltou a importância da precisão: “É fundamental esse levantamento para que nossas ações sejam eficazes e possam orientar futuras políticas… A partir do Censo, teremos um ponto de partida sólido para a construção de políticas sociais mais direcionadas.”
O levantamento utilizou a experiência de equipes que já atuam diariamente nas ruas, como a Assistência Social e o Consultório na Rua (Sesau), garantindo maior fidelidade à contagem. Além das ruas, o mapeamento incluiu unidades de acolhimento, como Centro POP, hospitais e Casas de Passagem, para evitar a duplicação de dados e oferecer um panorama completo.
Próximas Etapas e Justiça Social
O Censo é um trabalho complexo, coordenado por uma comissão multissetorial que inclui o Ministério Público, IBGE e Defensoria Pública.
As próximas etapas do projeto incluem:
- Aplicação de questionários para levantamento sociodemográfico e étnico-social (perfil detalhado da população).
- Validação e cruzamento de dados.
A Defensora Pública Thaisa Raquel Medeiros de Albuquerque, coordenadora do Nudedh, destacou que a parceria institucional busca um impacto em três frentes: evitar que pessoas cheguem às ruas, criar condições para que as pessoas consigam sair e assegurar dignidade àqueles que permanecem.
A expectativa é que todo o processo seja concluído até dezembro, fornecendo à cidade um instrumento preciso para nortear as diretrizes da política pública de assistência social.



