Câmara propõe tombamento histórico das barracas de Anhanduí na BR-163

A Câmara Municipal de Campo Grande debateu, nesta quarta-feira (25), a permanência dos comerciantes nas margens da rodovia BR-163, no Distrito de Anhanduí. A principal medida anunciada durante a Audiência Pública é o Projeto de Lei 12.252/25, que propõe o tombamento histórico e cultural das tradicionais barracas, protegendo as estruturas contra possíveis demolições devido às obras de duplicação da via.
Ameaça pela Duplicação
Os comerciantes temem que a concessionária Motiva Pantanal (antiga CCR MS Vias) remova os pontos de venda para a expansão da rodovia. Atualmente, as barracas são a base da economia do distrito, comercializando:
- Doces caseiros e conservas;
- Artesanatos e pimentas;
- Produtos da agricultura familiar local.
Defesa do Patrimônio e Economia
O vereador André Salineiro, autor da proposta, defende que as barracas são um marco da economia criativa e da memória coletiva da região. O projeto estabelece que qualquer alteração estrutural dependerá de autorização prévia, dificultando a remoção arbitrária pela concessionária ou ANTT.
“Se tirar as barracas, é um retrocesso. Elas são o ganha-pão de gerações há mais de 30 anos”, afirmou Genivaldo Pedroso, presidente da Associação de Moradores.
Além das Barracas: Pedágio e Segurança
A audiência também levantou outros pontos críticos para os moradores:
- Isenção de Pedágio: Tramita um projeto para isentar moradores de Anhanduí que precisam se deslocar até o centro de Campo Grande.
- Segurança Viária: O receio de que a duplicação aumente a velocidade dos veículos, colocando em risco a travessia de pedestres no distrito.
- Logística: A transferência das vendas para dentro do distrito é considerada inviável por comerciantes, já que o foco é o turista que transita pela rodovia.



