Briga que terminou em assassinato: quatro suspeitos indiciados pelo espancamento de Jader

A madrugada de 8 de fevereiro no Bairro Danúbio Azul, em Campo Grande, terminou em horror. Jader Alves Corrêa, 39 anos, foi perseguido, derrubado e espancado até a morte por um grupo de quatro homens, com idades entre 20 e 41 anos. A cena, capturada por câmeras de segurança, revela cerca de um minuto e vinte segundos de violência pura, com Jader correndo pela Rua Fenícia enquanto pedaços de madeira e objetos voavam sobre ele. Uma mulher aparece nas imagens, assombrando ainda mais o episódio.
Segundo a DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa), a confusão começou após uma briga envolvendo Jader e um homem alcoolizado, com intervenção do filho deste, que desencadeou o confronto. Testemunhas relatam que outras pessoas no local se juntaram à perseguição, transformando a rua em uma armadilha mortal.
A perícia constatou múltiplas lesões na cabeça e no tórax da vítima. Os quatro indiciados alegaram legítima defesa, dizendo que Jader estaria armado com facas. O inquérito, porém, concluiu que o ataque foi cruel e deliberado, impedindo qualquer chance de reação da vítima.
O menor de 18 anos envolvido foi encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Infância, Juventude e Idoso (Deaij) para os procedimentos legais cabíveis.
Jader Alves tinha um histórico controverso: chegou a ser apontado como comparsa do serial killer Luiz Alves Martins Filho, conhecido como Nando, na morte de Ana Cláudia Marques, em 2016. Porém, foi absolvido em 2019 por falta de provas.
Até o momento, nenhum dos quatro indiciados foi preso.



