Mato Grosso do Sul, 6 de julho de 2026

Bombeiros fazem queima prescrita no Parque Nascentes do Rio Taquari

Técnica de manejo reduz biomassa para evitar incêndios florestais

Com o objetivo de mitigar o impacto da temporada de seca, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBM-MS) realizou uma “queima prescrita” no Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari. A técnica de manejo — que consiste no uso planejado, controlado e autorizado do fogo — atua diretamente na diminuição da biomassa do solo, eliminando o excesso de vegetação seca que serve de combustível para grandes incêndios florestais.

A operação foi executada em um ponto estratégico e de difícil acesso da unidade de conservação. De acordo com o chefe de operações da Diretoria de Proteção Ambiental dos Bombeiros, capitão Pedrozo, o trecho queimado funcionará no futuro como uma barreira física de retenção para eventuais chamas.

“Mensuramos as condições adequadas para essa atividade, aferindo a velocidade do vento, a umidade relativa do ar e a temperatura do local. Nesse momento do ano, temos uma temperatura mais amena, com previsão de chuva para os próximos dias, sendo o cenário ideal para esse tipo de ação”, destacou o capitão.

Para garantir a segurança e o controle absoluto do fogo, a corporação montou uma base operacional robusta no parque. Foram mobilizados:

  • 20 bombeiros militares;
  • 5 viaturas operacionais;
  • 2 aeronaves Air Tractor (modelos específicos para combate a incêndios);
  • Equipamentos auxiliares: drones de monitoramento, sopradores, abafadores e uma estação meteorológica portátil.

A atividade foi realizada em cooperação técnica com o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), a Prefeitura de Costa Rica, a Brigada de Incêndio de Alcinópolis e pesquisadores do Núcleo de Estudos do Fogo em Áreas Úmidas da UFMS.

A manobra no Parque do Taquari integra o plano de contingência do CBM-MS para a temporada de incêndios florestais deste ano. Além de intensificar os treinamentos de tropa e a manutenção de viaturas, a corporação iniciou a fase de testes com drones equipados com sensores de calor, tecnologia que permite localizar focos de incêndio subterrâneos ou encobertos pela fumaça.

Segundo o subdiretor de Proteção Ambiental dos Bombeiros, major Eduardo Teixeira, o sucesso do combate real depende do nível de antecipação das equipes no primeiro semestre.

“Existe todo um planejamento de readequação de equipamentos e capacitação. Todo esse trabalho tem como objetivo único garantir que o Corpo de Bombeiros esteja sempre pronto e estruturado para agir de forma eficiente quando acionado”, concluiu o major.

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