Silvicultura em Campo Grande salta 1.569% e impulsiona economia estadual

Campo Grande, a capital de Mato Grosso do Sul, consolidou-se em 2024 como um polo estratégico da silvicultura, com um crescimento que a coloca no centro da geração de riqueza para o estado. Dados da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) de 2024, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam um salto impressionante no valor da produção municipal.
O valor da silvicultura em Campo Grande disparou de R$ 15,9 milhões em 2023 para R$ 267 milhões em 2024, um crescimento percentual de 1.569%. Esse avanço não apenas dinamiza a economia local, mas também reforça o papel da capital no cenário produtivo estadual, atuando como um vetor estratégico para o futuro econômico.
Impacto da celulose e crescimento da área plantada
O crescimento recorde é reflexo direto do fortalecimento da cadeia produtiva regional, intimamente ligada à produção de celulose no leste do estado. O aumento da demanda por insumos, serviços logísticos e mão de obra qualificada gerada por esse setor tem um impacto positivo direto na capital, que se beneficia ao fornecer suporte e serviços.
Em termos de escala, a área de florestas plantadas na capital também apresentou expansão significativa, aumentando 20,81% – de 29.911 hectares para 36.136 hectares. A área atual plantada equivale, em dimensão, ao próprio perímetro urbano de Campo Grande, demonstrando a força e o potencial de expansão do setor no território municipal.
Silvicultura gera emprego acima da média
Além do impacto financeiro, a silvicultura se destaca pela geração de empregos e fortalecimento social. O setor emprega atualmente 2.626 pessoas no município, registrando um crescimento superior a 27% apenas em 2025. Este índice está muito acima da média geral de 2,79% registrada no mesmo período, sublinhando o potencial do setor como uma importante fonte de renda e oportunidades.
A gestão municipal tem atuado de forma integrada com o setor produtivo. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades) tem implementado políticas públicas focadas em diversificação econômica e sustentabilidade, criando um ambiente propício para a atração de investimentos de base florestal.
A prefeita Adriane Lopes destacou que os números refletem o compromisso com o desenvolvimento sustentável e a geração de oportunidades, afirmando que a silvicultura traz “não apenas riqueza e dinamismo para nossa economia, mas também oportunidades de emprego e renda para nossa população.”
Por sua vez, o secretário da Semades, Ademar Silva Junior, reforçou que o crescimento é resultado do trabalho conjunto e sinaliza que Campo Grande está preparada para se consolidar como um polo estratégico da silvicultura no estado, com base em inovação, eficiência e responsabilidade ambiental.



