Mato Grosso do Sul, 6 de julho de 2026

Produção industrial sobe 0,9% em fevereiro e acumula alta de 3% no ano

Setor automobilístico lidera o crescimento da indústria brasileira

A produção industrial brasileira registrou um crescimento de 0,9% na passagem de janeiro para fevereiro de 2026, marcando o segundo mês consecutivo de alta. Com este resultado, o setor acumula uma expansão de 3% no primeiro bimestre do ano, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quinta-feira (2) pelo IBGE.

Atualmente, a indústria opera 3,2% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), embora ainda se encontre 14,1% abaixo do recorde histórico alcançado em maio de 2011.

Setor automotivo impulsiona o resultado

O avanço foi disseminado por 16 dos 25 ramos pesquisados. O destaque principal ficou com o setor de veículos automotores, reboques e carrocerias, que saltou 6,6% no mês. No primeiro bimestre de 2026, esta categoria já acumula alta de 14,1%, revertendo as perdas registradas no fim do ano passado.

Outro pilar do crescimento foi o setor de combustíveis e derivados do petróleo, com alta de 2,5% em fevereiro. Segundo André Macedo, gerente da pesquisa no IBGE, o movimento reflete um processo de recomposição de estoques e a retomada plena após o período de férias coletivas em dezembro.

Quedas e volatilidade

Apesar do saldo positivo geral, alguns setores registraram recuo. As principais influências negativas vieram de:

  • Farmoquímicos e farmacêuticos: queda de -5,5%.
  • Metalurgia: recuo de -1,7%.
  • Produtos químicos: queda de -1,3%.

No caso da indústria farmacêutica, o IBGE atribui o resultado à alta volatilidade do setor e a uma base de comparação elevada, já que o segmento havia crescido 19% no último bimestre de 2025.

Panorama das Categorias Econômicas

O crescimento foi registrado em todas as quatro grandes categorias econômicas, sinalizando uma recuperação estrutural da indústria nacional neste início de semestre. A expectativa dos analistas é que a manutenção da produção de biocombustíveis e a estabilidade do setor de autopeças sigam sustentando o índice nos próximos meses.

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