Mato Grosso do Sul, 6 de julho de 2026

Novo regime dos EUA zera tarifas para aeronaves e poupa 46% das exportações do Brasil

Exportações brasileiras ganham fôlego após decisão da Suprema Corte

O novo regime tarifário dos Estados Unidos, detalhado nesta terça-feira (24) pelo Ministério do Desenvolvimento (Mdic), traz um alívio significativo para o comércio exterior brasileiro. Cerca de 46% dos produtos exportados ao país (US$ 17,5 bilhões) ficarão isentos de sobretaxas adicionais.

A medida é reflexo de uma decisão da Suprema Corte estadunidense que derrubou as tarifas recíprocas do governo Donald Trump. Com a nova ordem executiva, setores de alta tecnologia e agroindústria recuperam competitividade no mercado norte-americano.

Aeronaves com alíquota zero

O setor de aviação é o maior beneficiado. As aeronaves brasileiras, que enfrentavam uma tributação de 10%, passam a ter alíquota zero. O item foi o terceiro produto mais exportado pelo Brasil aos EUA nos últimos dois anos e possui alto valor agregado.

Como ficam as taxas por categoria

Antes das mudanças, o Brasil enfrentava sobretaxas que chegavam a 50%. Agora, as exportações dividem-se em três blocos:

Setores que ganham competitividade

A queda das sobretaxas de 50% para a tarifa geral de 10% (ou 15%) beneficia diversos segmentos:

  • Indústria: Máquinas, calçados, móveis, confecções, produtos químicos e rochas ornamentais.
  • Agropecuária: Pescados, mel, tabaco e café solúvel.

Contexto Comercial

Em 2025, a troca comercial entre os dois países atingiu US$ 82,8 bilhões, uma alta de 2,2%. Apesar do crescimento, o Brasil encerrou o ano com um déficit comercial de US$ 7,5 bilhões frente aos norte-americanos, saldo que o governo espera equilibrar com as novas facilidades tarifárias.

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