Novo regime dos EUA zera tarifas para aeronaves e poupa 46% das exportações do Brasil

O novo regime tarifário dos Estados Unidos, detalhado nesta terça-feira (24) pelo Ministério do Desenvolvimento (Mdic), traz um alívio significativo para o comércio exterior brasileiro. Cerca de 46% dos produtos exportados ao país (US$ 17,5 bilhões) ficarão isentos de sobretaxas adicionais.
A medida é reflexo de uma decisão da Suprema Corte estadunidense que derrubou as tarifas recíprocas do governo Donald Trump. Com a nova ordem executiva, setores de alta tecnologia e agroindústria recuperam competitividade no mercado norte-americano.
Aeronaves com alíquota zero
O setor de aviação é o maior beneficiado. As aeronaves brasileiras, que enfrentavam uma tributação de 10%, passam a ter alíquota zero. O item foi o terceiro produto mais exportado pelo Brasil aos EUA nos últimos dois anos e possui alto valor agregado.
Como ficam as taxas por categoria
Antes das mudanças, o Brasil enfrentava sobretaxas que chegavam a 50%. Agora, as exportações dividem-se em três blocos:

Setores que ganham competitividade
A queda das sobretaxas de 50% para a tarifa geral de 10% (ou 15%) beneficia diversos segmentos:
- Indústria: Máquinas, calçados, móveis, confecções, produtos químicos e rochas ornamentais.
- Agropecuária: Pescados, mel, tabaco e café solúvel.
Contexto Comercial
Em 2025, a troca comercial entre os dois países atingiu US$ 82,8 bilhões, uma alta de 2,2%. Apesar do crescimento, o Brasil encerrou o ano com um déficit comercial de US$ 7,5 bilhões frente aos norte-americanos, saldo que o governo espera equilibrar com as novas facilidades tarifárias.



