Mato Grosso do Sul, 10 de agosto de 2026

Ministra promete queda no preço dos alimentos nos próximos 60 dias

A declaração foi dada durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministra

Após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmar que os brasileiros voltarão a comer picanha, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, garantiu nesta terça-feira (25) que os preços dos alimentos devem começar a cair nos próximos 60 dias. 

A declaração foi dada durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministra, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Segundo Tebet, a expectativa de redução é resultado de medidas adotadas pelo governo federal para conter a inflação dos alimentos.

A ministra afirmou que o governo tem adotado medidas pontuais para conter a alta dos preços sem provocar desequilíbrios futuros.

“Estamos tomando as decisões certas, na medida certa. Seria perigoso segurar artificialmente os preços agora e ver uma explosão daqui a seis meses. Em 60 dias, os preços começarão a cair no supermercado”, prometeu.

Entre as ações mencionadas por Tebet estão a isenção temporária de tarifas para importação de alimentos e a autorização para que produtos certificados em nível municipal —  como leite, mel e ovos — possam ser comercializados em todo o território nacional por um ano.

Ela também elogiou medidas do Ministério da Agricultura que flexibilizaram regras para venda de produtos entre estados, sem exigir o selo nacional, o que, segundo ela, reduz a burocracia e estimula a concorrência.

Outros fatores

A  alta de preços se deve a fatores como mudanças climáticas e quebras de safra, inclusive em outros países produtores, de acordo com ela.

“Os alimentos que mais subiram são aqueles produtos que são mais caros para o coração ou para o paladar do povo brasileiro, que é o ovo, o café”, disse Tebet.

Ela explicou que a safra recorde esperada para este ano deve contribuir para a queda dos preços e ajudar a impulsionar o crescimento econômico do país.

“Teremos uma safra muito forte, que vai ajudar no crescimento do PIB, na geração de emprego e renda, e no barateamento dos alimentos. O agronegócio brasileiro este ano vem muito forte e dará, inclusive, sustentabilidade ao nosso PIB. Ouso dizer que vamos crescer acima das projeções que nós mesmos estamos fazendo, porque teremos uma safra muito forte que vai ajudar no crescimento, na geração de emprego e renda e no barateamento dos alimentos”, argumentou.

Inflação ainda preocupa

Tebet reconheceu que a  inflação continua elevada e impacta especialmente a população mais pobre. Ela comparou o cenário atual com o registrado no governo anterior, destacando que houve avanço, mas que o desafio persiste.

“Hoje a inflação está em torno de 5% a 5,5%, ainda é muito alta. Precisamos mirar o centro da meta, que é 3%. Não vamos atingi-la agora, mas é urgente reduzir esse índice. Inflação é o imposto mais cruel para os mais pobres”, avaliou.

Participação dos estados

Tebet destacou que os estados também podem contribuir com a redução de preços, especialmente por meio da isenção de ICMS sobre itens da cesta básica, ainda que temporariamente.

“Alguns estados ainda cobram ICMS sobre a cesta básica. Tudo bem que não consigam abrir mão disso o ano todo, mas podem oferecer isenção por um período. Basta apertar o cinto, cortar supérfluos, combater fraudes — como nós fazemos com os gastos públicos. É questão de prioridade”, defendeu.

“Brasil real está dando certo”, diz Tebet

A ministra também apontou indicadores positivos da economia, como o aumento do número de pessoas empregadas, a valorização do salário mínimo acima da inflação e a expectativa de uma safra recorde. Ela citou ainda a  aprovação da Reforma Tributária e os programas sociais que, segundo ela, têm contribuído para a redução da pobreza extrema.

“Estamos saindo do Mapa da Fome. Nunca tivemos tantas mulheres e jovens no mercado de trabalho. A massa salarial está crescendo. Embora os alimentos ainda estejam caros, agora há ganho real, porque o salário mínimo sobe acima da inflação”, disse.

“Nos meus 25 anos de vida pública, nunca vi um momento em que todos os indicadores da macroeconomia estivessem tão positivos”, concluiu.

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