Focus: Previsão da inflação para 2026 sobe para 5,04%

A previsão do mercado financeiro para a inflação deste ano subiu de 4,92% para 5,04%, ultrapassando o teto da meta estabelecida para o país. Os dados constam no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (25) pelo Banco Central (BC). Esta é a 11ª elevação consecutiva na estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2026, impulsionada pelas tensões na guerra no Oriente Médio, que continuam pressionando o preço dos combustíveis.
A meta oficial de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Com isso, o limite máximo permitido é de 4,5%. Apesar do indicador projetado para o fim do ano estourar o teto, o IPCA acumulado nos últimos 12 meses até abril ficou em 4,39%, mantendo-se temporariamente dentro da meta regulamentar.
Taxa Selic e Política Monetária
Para conter o avanço dos preços e desacelerar a demanda de mercado, o Banco Central utiliza a taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 14,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Na última reunião, realizada em abril, o colegiado reduziu os juros em 0,25 ponto percentual, mas demonstrou cautela em relação aos reflexos do cenário internacional na economia brasileira.
Para o encerramento de 2026, a projeção dos analistas para a Selic permaneceu estável em 13,25% ao ano. O próximo encontro do Copom para definir o rumo dos juros ocorrerá nos dias 16 e 17 de junho.
Alta no PIB e projeção do dólar
Em contrapartida à pressão inflacionária, as instituições financeiras elevaram a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano, que passou de 1,85% para 1,89%. O resultado dá sequência ao ciclo de expansão da atividade econômica nacional, que registrou alta de 2,3% em 2025.
Por fim, o relatório do Banco Central apontou estabilidade no mercado de câmbio. A expectativa para a cotação do dólar comercial ao final de 2026 foi fixada em R$ 5,17.



