Mato Grosso do Sul, 10 de agosto de 2026

Focus: mercado reduz previsão de inflação para 4,81% e mantém Selic em 15%

Analistas veem IPCA acima da meta em 2025; PIB é mantido em 2,16%

O mercado financeiro reduziu ligeiramente sua projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, de 4,83% para 4,81% em 2025. A nova estimativa foi divulgada no Boletim Focus desta segunda-feira (29), pesquisa semanal do Banco Central (BC) com as expectativas de instituições financeiras.

Apesar da leve queda, a previsão de inflação para este ano continua acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3% com tolerância de 1,5 ponto percentual, ou seja, limite superior de 4,5%.

Para 2026, a projeção do IPCA também recuou de 4,29% para 4,28%. As previsões para 2027 e 2028 se mantiveram em 3,9% e 3,7%, respectivamente, indicando uma convergência gradual para o centro da meta.

Juros Básicos: Selic Estável e Impacto na Economia

O principal instrumento do BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, a Selic. Atualmente fixada em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom), o colegiado sinalizou que deve manter essa taxa “por período bastante prolongado” devido às incertezas globais e à necessidade de ancorar a inflação.

Os analistas do mercado preveem que a Selic encerre 2025 nos atuais 15%. A queda é esperada apenas a partir de 2026, quando a taxa deve recuar para 12,25% ao ano, seguida por reduções para 10,5% em 2027 e 10% em 2028.

A política de juros altos visa conter a demanda e, consequentemente, a escalada dos preços, ao encarecer o crédito e estimular a poupança. No entanto, uma Selic elevada também impõe um desafio à expansão da economia, encarecendo o custo de capital para empresas e consumidores.

PIB e Câmbio: Estabilidade no Crescimento

A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, foi mantida em 2,16% para 2025. Para 2026, a projeção ficou em 1,8%.

A manutenção das previsões de crescimento reflete o bom desempenho recente da economia: em 2024, o PIB registrou alta de 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de expansão.

Quanto ao câmbio, a expectativa do mercado é de que o dólar encerre 2025 cotado a R$ 5,48. Para o final de 2026, a previsão é de uma leve desvalorização do Real, com a moeda norte-americana atingindo R$ 5,58.

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