Mato Grosso do Sul, 10 de agosto de 2026

Exportação de ovos mantém crescimento vertiginoso em março: 342%

A demanda externa aumentou significativamente

O setor brasileiro de ovos manteve crescimento exponencial em março de 2025, impulsionado, em parte, pelos impactos da gripe aviária em outros mercados globais.

A demanda externa aumentou significativamente, levando os embarques nacionais a alcançar números recordes nos últimos meses.

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações do produto (incluindo in natura e processados) tiveram alta de 342,2% em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo 3.770 toneladas.

Em receita, as vendas externas somaram US$ 8,65 milhões, evidenciando um salto de 383% comparado aos US$ 1,79 milhão registrados em março de 2024.

A procura se manteve aquecida na maior parte dos países importadores, beneficiando-se do cenário de maior procura por alternativas de suprimento, principalmente em locais onde a gripe aviária impõe restrições mais severas à produção.

No acumulado de janeiro a março deste ano, as exportações atingiram 8.654 toneladas, representando um incremento de 97,2% em comparação às 4.388 toneladas embarcadas no mesmo período do ano anterior.

Em termos de faturamento, o crescimento anual foi ainda mais acentuado, totalizando US$ 17,77 milhões contra US$ 8,22 milhões no primeiro trimestre de 2024.

O destaque ficou por conta dos Estados Unidos, que importaram 2.705 toneladas de ovos brasileiros no período, número 346,4% superior ao registrado anteriormente.

Logo atrás aparecem Emirados Árabes (1.422 toneladas), Chile (1.182 toneladas) e Japão (846 toneladas). O México, que abriu recentemente seu mercado ao produto nacional, já consta como um destino relevante, com 576 toneladas importadas.

Para a ABPA, a evolução das exportações brasileiras de ovos reflete também a abertura do mercado norte-americano para a termoprocessamento local do produto.

“Neste mês verificamos, de forma mais expressiva, os resultados positivos da abertura dos Estados Unidos para ovos produzidos no Brasil para termoprocessamento localmente para produtos de consumo humano”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Esse fator contribuiu para o volume expressivo de compras por parte dos Estados Unidos, atendendo à crescente demanda por ovos em um momento em que diversos países enfrentam queda de oferta por conta das medidas de contenção à influenza aviária.

A gripe aviária, comum em aves migratórias e com potencial de contaminar plantéis comerciais, tem forçado diversos países a adotarem medidas sanitárias rigorosas, resultando em abates, redução de oferta e, consequentemente, importações de mercados considerados seguros.

O Brasil, até o momento, não tem registrado casos de gripe aviária alta patogenicidade em granjas comerciais, o que mantém a atratividade de seus produtos.

Ricardo Santin, presidente da ABPA, reforça que as vendas externas de ovos representam apenas cerca de 1% do total produzido internamente, preservando a oferta doméstica.

 Ao mesmo tempo em que se preserva a oferta interna de produtos para o mercado interno, já que representam em torno de 1% do total produzido no país, as exportações representam uma conquista importante para o avanço do segmento”, finalizou Santin.

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