Mato Grosso do Sul, 6 de julho de 2026

Desemprego recua para 5,6% e atinge menor marca histórica para maio

Índice é o mais baixo para o período desde o início da série em 2012

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,6% no trimestre móvel encerrado em maio de 2026. O resultado representa o menor índice para o período em toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2012.

Os dados, divulgados nesta sexta-feira (26) pelo instituto, apontam para uma retração frente ao trimestre móvel anterior (dezembro, janeiro e fevereiro), quando o índice estava em 5,8%. Na comparação com o mesmo período de 2025, a queda é ainda mais expressiva, já que o desemprego subia a 6,2% no ano anterior.

“O mercado mantém uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra”, explicou o analista da pesquisa do IBGE, William Kratochwill, ao avaliar o recorde histórico de contratações.

Principais Indicadores do Mercado de Trabalho

O bom momento econômico se reflete no aumento do total de brasileiros trabalhando e na redução do contingente de pessoas em busca de recolocação profissional.

Indicador EconômicoTrimestre Encerrado em MaioTrimestre Anterior (Fevereiro)Comparação com Maio de 2025
Taxa de Desemprego5,6%5,8%6,2%
População Desocupada6,1 milhões6,2… milhõesQueda de 9,3% (eram 6,7 mi)
População Ocupada102,7 milhões102,1 milhõesCrescimento de 558 mil vagas
Rendimento Médio RealR$ 3.726R$ 3.756Alta real de 4%
Taxa de Informalidade37,3%Recuo (era de 37,8%)

Ganho real nos salários e queda na informalidade

O rendimento médio mensal do trabalhador brasileiro foi estimado em R$ 3.726. O valor atual mostra estabilidade estatística em relação aos três meses anteriores (R$ 3.756), mas assegura um ganho real de 4% acima do registrado em maio do ano passado, descontada a inflação do período.

A pesquisa também trouxe dados favoráveis sobre a qualidade das vagas. A taxa de informalidade — que engloba trabalhadores sem carteira assinada e autônomos sem CNPJ — recuou de 37,8% para 37,3% em um ano. Atualmente, o país contabiliza 38,3 milhões de pessoas nessa condição, grupo que não possui acesso a direitos como férias, décimo terceiro salário e seguro-desemprego.

Em contrapartida, a fatia de trabalhadores que contribuem formalmente para a previdência social (seja via INSS ou regimes próprios dos setores público, estadual e municipal) alcançou 66,6% do mercado. Isso significa que 68,4 milhões de pessoas contam com rede de proteção para aposentadoria, pensões ou auxílios por incapacidade.

Linha do tempo e marcos da Pnad

A Pnad Contínua visita regularmente 211 mil domicílios em todas as unidades da federação para mapear as condições de trabalho da população com 14 anos ou mais. Para fins estatísticos, o IBGE adota critérios rigorosos: só entra no cálculo de desocupados quem tomou medidas efetivas para buscar emprego nos 30 dias anteriores à entrevista.

O atual índice de 5,6% aproxima-se do ápice histórico de emprego no país. Confira os extremos registrados pela pesquisa:

  • Mínima histórica absoluta: 5,1%, registrada no último trimestre de 2025.
  • Máxima histórica absoluta: 14,9%, atingida em dois momentos (trimestres encerrados em setembro de 2020 e março de 2021), durante o auge da pandemia de covid-19.
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