Desemprego no Brasil cai para 5,6%, o menor da história

A taxa de desemprego no país caiu para 5,6% no trimestre encerrado em julho, a menor de toda a série histórica da pesquisa do IBGE, iniciada em 2012. Os dados, divulgados nesta terça-feira, mostram uma queda em relação ao trimestre anterior, quando a taxa era de 5,8%.
O país tinha 6,1 milhões de pessoas desocupadas, o menor contingente desde 2013, enquanto o número de pessoas empregadas atingiu um recorde de 102,4 milhões. O avanço do mercado de trabalho também se refletiu no recorde de trabalhadores com carteira assinada, que chegou a 39,1 milhões.
Um mercado de trabalho em expansão
De acordo com o analista do IBGE, William Kratochwill, os resultados indicam um mercado de trabalho aquecido e resiliente. “Os indicadores mostram que as pessoas que deixaram a população desocupada estão realmente entrando no mercado de trabalho, o que é corroborado pelo recorde na ocupação”, afirma.
O levantamento revela que a ocupação entre maio e julho foi impulsionada por três setores principais:
- Serviços Públicos: com a criação de mais de 522 mil vagas.
- Informação e Comunicação: com 260 mil novas vagas.
- Agropecuária: com 206 mil novos postos de trabalho.
Apesar da redução na taxa de informalidade (de 38% para 37,8%), o número total de trabalhadores sem vínculo formal superou o do trimestre anterior, alcançando 38,8 milhões.
Rendimento do Trabalhador e Atraso na Divulgação
O rendimento médio do trabalhador no trimestre encerrado em julho ficou em R$ 3.484, um valor que representa a maior marca para o período, mesmo com uma leve queda em relação ao mês anterior (R$ 3.486). A massa de rendimentos total do conjunto dos trabalhadores cresceu, alcançando R$ 352,3 bilhões, um aumento de 2,5% em relação ao trimestre anterior.
A publicação da pesquisa, originalmente prevista para 29 de agosto, sofreu um atraso de 18 dias devido a problemas técnicos no IBGE.



