Mato Grosso do Sul, 10 de agosto de 2026

Desemprego em Mato Grosso do Sul recua a 2,9% e alcança menor nível desde 2012

Os números não são apenas frios indicadores estatísticos: revelam um cenário em que mais famílias encontram segurança no trabalho

No coração do Brasil, Mato Grosso do Sul vive um momento histórico. A taxa de desocupação no Estado caiu para 2,9% no segundo trimestre de 2025, segundo a PNAD Contínua do IBGE. É o menor índice para o período desde que a pesquisa começou a ser feita, em 2012.

Os números não são apenas frios indicadores estatísticos: revelam um cenário em que mais famílias encontram segurança no trabalho, mais carteiras de trabalho são assinadas e menos pessoas precisam depender da informalidade.

A queda foi expressiva. Em apenas três meses, o desemprego recuou de 4% para 2,9%. Na comparação com o mesmo trimestre de 2024, quando a taxa era de 3,8%, a melhora é ainda mais clara. O desempenho coloca o Estado na quarta posição entre os menores índices do país, atrás apenas de Santa Catarina (2,2%), Rondônia (2,3%) e Mato Grosso (2,8%). Campo Grande, a capital, também aparece bem no ranking, com 4,3% de desocupação — a oitava menor taxa entre as capitais brasileiras.

“Esse resultado é praticamente um recorde histórico de desemprego extremamente baixo em Mato Grosso do Sul”, comemorou Jaime Verruck, secretário da Semadesc. Para ele, os números traduzem o efeito de investimentos privados e de políticas públicas de empregabilidade, como o programa MS Qualifica, que prepara trabalhadores e conecta vagas disponíveis à mão de obra local.

Trabalho com carteira assinada cresce, informalidade recua

Se o desemprego caiu, a informalidade também segue o mesmo caminho. No Estado, 32% dos trabalhadores ainda estão em empregos informais, mas o índice é o terceiro menor da série histórica para o segundo trimestre. Para Verruck, essa transição tem impacto direto na vida social e econômica.

“Não apenas reduzimos o número de desempregados, mas também conseguimos transferir trabalhadores que estavam na informalidade para o mercado formal. Isso é fundamental, pois reduz a pressão sobre programas sociais”, destacou.

A subutilização da força de trabalho ficou em 9,8%, atingindo 281 mil pessoas, e o número de desalentados — aqueles que desistiram de procurar emprego — recuou para apenas 0,8%.

O rendimento médio real habitual do trabalho principal foi de R$ 3.466, um aumento de 2,09% em relação ao mesmo período de 2024, ainda que tenha registrado queda frente ao trimestre anterior (R$ 3.891).

Setores que puxam a economia sul-mato-grossense

A engrenagem que move o emprego no Estado tem múltiplas faces. A administração pública, a educação e a saúde lideram com 20,9% dos postos de trabalho. Logo atrás, vêm o comércio e a reparação de veículos (19,3%) e a agropecuária, pesca e aquicultura (10,7%). O mercado formal concentra hoje 67,9% dos trabalhadores.

Segundo Verruck, o bom desempenho não se deve apenas às políticas de qualificação, mas também ao vigor da economia real: “Tivemos as safras da soja e do milho, a retomada da colheita florestal e empresas operando em plena capacidade. Esses fatores mostram que Mato Grosso do Sul está no caminho certo. A melhor forma de inclusão social é o emprego formal”.

O retrato de um ciclo virtuoso

Os indicadores sugerem que o Estado está diante de um ciclo virtuoso: crescimento econômico, mais empregos formais, menos informalidade e maior renda. No cenário nacional, onde a média de desemprego ainda está em 5%, Mato Grosso do Sul abre espaço para ser visto como referência em empregabilidade e políticas de qualificação.

Mais que estatísticas, os números refletem histórias individuais: trabalhadores que conquistam estabilidade, famílias que ganham novas perspectivas e uma economia que se fortalece sem deixar a inclusão de lado.

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