Com frigoríficos cautelosos, preço do boi gordo cai em 22 regiões

O mercado do boi gordo registrou um ritmo lento nesta quinta-feira (25), marcado pela cautela generalizada dos frigoríficos e pela redução no volume de compras. De acordo com a Scot Consultoria, houve recuo nos preços em 22 das 33 regiões monitoradas no país, reflexo direto do escoamento travado no mercado interno e de incertezas em relação às exportações para a China. Outras dez praças mantiveram a estabilidade e apenas uma registrou alta.
O cenário indicou forte regionalização nas negociações. Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os compradores mantiveram uma postura conservadora, gerando oscilações pontuais:
- Queda de R$ 5 por arroba: Registrada em Três Lagoas (MS), Cassilândia (MS), no estado do Pará e no oeste da Bahia.
- Queda de R$ 3 por arroba: Identificada em Araçatuba (SP) e Barretos (SP) — referências para o mercado paulista —, onde o “boi China” e a novilha também sofreram desvalorização.
- Estabilidade: Mantida em polos importantes como Campo Grande (MS) e Sorriso (MT).
- Valorização: Goiânia (GO) teve alta pontual de R$ 5 com leve melhora na liquidez local, enquanto o oeste do Rio Grande do Sul concentrou a única elevação anotada pela Scot Consultoria.
Retenção de oferta e escalas de abate curtas
Do lado da indústria, o menor apetite de compra se justifica pela fraqueza na demanda doméstica e pelas dúvidas sobre o ritmo dos embarques ao mercado internacional.
Em contrapartida, parte dos pecuaristas adota uma estratégia defensiva e opta por adiar o retorno ao mercado, na expectativa de conquistar reajustes mais favoráveis à frente. Essa queda de braço entre compradores e vendedores tem mantido as escalas de abate das indústrias curtas, operando hoje com uma média de apenas sete dias.



