Agro brasileiro bate recorde com US$ 38,1 bilhões no 1º trimestre

O agronegócio brasileiro registrou um desempenho histórico no primeiro trimestre de 2026, atingindo US$ 38,1 bilhões em exportações. O valor representa uma alta de 0,9% em relação ao mesmo período do ano anterior e é o maior montante já registrado para o intervalo entre janeiro e março. Com a queda de 3,3% nas importações, o setor garantiu um superávit robusto de US$ 33 bilhões.
Estratégia de Expansão e Novos Mercados
O resultado recorde é impulsionado pela agressiva estratégia de abertura comercial. Somente nos primeiros três meses de 2026, o Brasil acessou 30 novos mercados, consolidando um esforço que já soma centenas de novas frentes nos últimos anos. Em março, as vendas externas somaram US$ 15,41 bilhões, respondendo por quase metade do total exportado pelo país no mês.
Principais Destinos e Produtos
A China permanece como o principal parceiro comercial, absorvendo 29,8% das exportações (US$ 11,33 bilhões). Na sequência, aparecem a União Europeia e os Estados Unidos. Destaca-se também o crescimento acelerado em mercados como:
- Índia: Alta de 47,1% (US$ 908 milhões);
- Filipinas: Incremento de 68,3% (US$ 469 milhões);
- México: Avanço de 21,7% (US$ 709 milhões).
No portfólio de produtos, o complexo soja liderou a pauta com US$ 12,13 bilhões, seguido por proteínas animais (US$ 8,12 bilhões), que tiveram alta de 21,8%. As carnes bovina e suína in natura bateram recordes tanto em faturamento quanto em volume embarcado.
Desafios de Preço e Diversificação
Embora o volume total exportado tenha subido 3,8%, o setor enfrentou uma queda de 2,8% no preço médio das commodities, afetando itens como açúcar, milho e farelo de soja. Por outro lado, produtos não tradicionais ganharam fôlego, com recordes em vendas de arroz, feijões secos, melancias frescas e até alimentos para animais domésticos.
“O agro brasileiro ocupa hoje uma posição de destaque no comércio internacional porque há produção, ciência e sanidade”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.



