Mato Grosso do Sul, 6 de julho de 2026

Pantanal Jam traduz a paisagem sonora do bioma em jazz contemporâneo

Projeto transforma sons do Pantanal em jazz e promove conservação

Do canto dos pássaros ao esturro da onça, o Pantanal ganha voz no jazz contemporâneo. Assim nasce o Pantanal Jam, projeto musical apoiado pelo Governo de Mato Grosso do Sul que reúne artistas locais e o aclamado trombonista nova-iorquino Ryan Keberle, em uma imersão sonora que funde arte, natureza e consciência ambiental.

Lançado nesta segunda-feira (15), em Campo Grande, o projeto converte a paisagem acústica viva do Pantanal — a maior planície alagável tropical do mundo e Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO — em linguagem musical. Sons das águas, da mata e da fauna não apenas ambientam, mas estruturam as composições.

O governador Eduardo Riedel destacou o momento de crescimento do Estado nas áreas de cultura e turismo. Para ele, o Pantanal Jam amplia os vetores de divulgação do território ao apresentar, de forma sensível e artística, a biodiversidade pantaneira.

Após um ano de pesquisa de campo e captação sonora, o grupo instrumental Urbem — formado por Gabriel Basso, Ana Ferreira, Bianca Bacha e Sandro Moreno — transformou cantos de aves, vocalizações de animais e o fluxo das águas em nove composições. Gravado no coração do Pantanal sul-mato-grossense, o álbum contou com a participação de Ryan Keberle e uma complexa operação técnica realizada ao vivo, em respeito à essência improvisada do jazz.

“O jazz não se repete. Levamos mais de cinquenta pessoas e uma grande quantidade de equipamentos para quatro dias de gravação ao vivo. Os bichos são os protagonistas. É uma forma de devolver à natureza o que ela nos oferece”, explica Bruno Wendling, diretor-presidente da Fundação de Turismo de MS, ao destacar o potencial do projeto para sensibilizar e apoiar iniciativas de conservação.

Inspirado em pesquisas da Universidade de Harvard e da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, que registram sons do Pantanal para a música acadêmica contemporânea, o Urbem reinterpretou essa proposta sob a ótica do jazz. A Fundação de Turismo de MS ampliou o alcance da ideia, transformando-a em uma potente campanha de promoção cultural e ambiental.

No mês passado, o Pantanal Jam chegou à Visit Brasil Gallery, em Nova York, convidando o público internacional a experimentar o pulsar da maior área alagável do planeta. Sob o lema “Sons do Pantanal”, a campanha propõe uma escuta atenta da natureza como convite ao turismo sustentável e à preservação do bioma.

O projeto inclui álbum musical, documentário e vídeo institucional. Todo o conteúdo é gratuito e está disponível em pantanaljam.com.br.

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