Cinema brasileiro brilha em Berlim com o premiado “Feito Pipa”

O cinema brasileiro reafirmou sua força no cenário global neste domingo (22). O longa-metragem “Feito Pipa”, dirigido pelo cearense Allan Deberton, sagrou-se o grande vencedor da mostra Generation Kplus no 75º Festival Internacional de Cinema de Berlim. A obra conquistou o prestigiado Grand Prix do Júri Internacional e o Urso de Cristal, concedido pelo Júri Jovem, encantando a crítica pela sua narrativa vibrante e humana.
1. Entre Ruínas e Sonhos: A Trama
Ambientado em um cenário de seca e memórias que emergem das águas, o filme narra a jornada de Gugu (Yuri Gomes), um jovem de 12 anos que equilibra o sonho de ser jogador de futebol com a complexidade de sua vida familiar.
- A Relação Familiar: Criado com liberdade pela avó Dilma (Teca Pereira), Gugu enfrenta o desafio de esconder do pai ausente, Batista (Lázaro Ramos), os primeiros sinais de Alzheimer da avó.
- O Cenário: O surgimento de ruínas de uma cidade antiga após a seca serve como metáfora para o despertar de traumas e lembranças do passado.
2. Por que o filme venceu?
O júri de Berlim destacou a capacidade da obra em transitar entre o humor e o drama existencial. Os principais elogios foram para:
- Protagonismo Feroz: Yuri Gomes foi definido como um protagonista “multifacetado e confiante”.
- Atuações: A química entre Yuri e Teca Pereira foi apontada como o coração emocional da narrativa.
- Narrativa Vibrante: A forma sensível e original com que Deberton aborda questões universais sob o sol do sertão.
3. Equipe de Peso
O sucesso em Berlim é fruto de uma colaboração estreita entre grandes nomes do audiovisual nordestino e nacional:
- Direção e Roteiro: Allan Deberton e André Araújo.
- Produção e Elenco: Marcelo Pinheiro (produtor), Luciana Vieira (assistente e casting) e a participação especial de Lázaro Ramos.



