Seguro pecuário bate recorde em 2025, mas cobre apenas 3% do rebanho

O mercado brasileiro de seguros voltados à pecuária e animais atingiu, em 2025, o maior volume de arrecadação de sua história. De acordo com levantamento da CNseg e da FenSeg, o setor somou R$ 187,6 milhões em prêmios entre janeiro e outubro — um salto de 267% se comparado a 2021. No entanto, o recorde contrasta com a baixa cobertura: estima-se que apenas 3% do patrimônio bovino nacional esteja protegido.
Desafios e Baixa Adesão
Apesar do crescimento robusto, o setor enfrenta gargalos culturais e informacionais. Com um rebanho estimado em 238,2 milhões de cabeças, o volume descoberto ainda é massivo.
- Fatores de resistência: Falta de cultura de seguro entre produtores e desconhecimento sobre os produtos.
- Gestão de Risco: O seguro rural, mesmo em modalidades agrícolas consolidadas, também cobre menos de 3% da área plantada no país.
- Indenizações: O uso das coberturas cresceu; os pagamentos de indenizações no seguro pecuário subiram 46,1% desde 2021.
“Trata-se de um volume expressivo ainda descoberto, o que evidencia tanto a dimensão do risco quanto a oportunidade de ampliar a proteção”, afirma Daniel Nascimento, vice-presidente da FenSeg.
Ranking Regional: Minas Gerais no Topo
A distribuição das contratações reflete a força da pecuária em estados estratégicos. Minas Gerais lidera o ranking nacional, impulsionado pelo peso de seu rebanho e riscos climáticos como secas e geadas.
Diferença entre os Seguros
- Seguro Pecuário: Enquadrado como Seguro Rural, foca em animais destinados à produção (cria, recria, engorda). Possui isenção tributária.
- Seguro de Animais: Voltado a animais de elite, lazer ou esporte. Não possui benefícios fiscais do seguro rural.



