Mato Grosso do Sul, 6 de julho de 2026

Rota da Celulose em MS terá R$ 10,1 bilhões em investimentos e tecnologia

Nova concessão de rodovias terá pedágio free flow e monitoramento total

O governador Eduardo Riedel apresentou, nesta segunda-feira (2), o projeto técnico da Rota da Celulose, uma Parceria Público-Privada (PPP) que injetará R$ 10,1 bilhões na infraestrutura de Mato Grosso do Sul. Operado pelo consórcio ‘Caminhos da Celulose’, o projeto abrange trechos das rodovias MS-040, MS-338, MS-395, BR-262 e BR-267 durante os próximos 30 anos.

O objetivo central é modernizar o escoamento logístico e garantir segurança para 1,2 milhão de pessoas na região Leste e Central do Estado.

Destaques do Investimento

Dos R$ 10,1 bilhões previstos:

  • R$ 6,9 bilhões: Destinados a obras de capital (CAPEX).
  • R$ 3,2 bilhões: Destinados a custos operacionais (OPEX).

“É um contrato transformador. O Estado é sócio do projeto em um modelo moderno, com segurança jurídica e flexibilidade para ampliar investimentos conforme o tráfego crescer”, afirmou Riedel.

Inovação e Tecnologia

A Rota da Celulose nasce como um dos eixos viários mais tecnológicos do país, com foco em fluidez e sustentabilidade:

  • Sistema Free Flow: Pedágio sem barreiras que reduz a emissão de CO2 e agiliza a viagem.
  • Monitoramento 100%: Uma câmera a cada 1,8 km (484 no total) e sensores de pista em tempo real.
  • Conectividade: Comunicação contínua em todo o trecho e suporte ao usuário.

Infraestrutura e Obras Previstas

O cronograma inclui intervenções robustas para suportar o tráfego pesado e aumentar a segurança viária:

  • 115 km de duplicações e 245 km de terceiras faixas.
  • 457 km de acostamentos (garantindo 100% de cobertura no sistema).
  • 38 km de contornos urbanos e 22 passagens de fauna.
  • Primeiros 100 dias: Foco em reparos emergenciais, sinalização horizontal e limpeza de drenagem em mais de 150 km.

Impacto Regional

A concessão atende municípios estratégicos como Campo Grande, Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo e Água Clara. Para a ministra do Planejamento, Simone Tebet, o modelo é um exemplo de sucesso entre União, Estado e iniciativa privada para alavancar a competitividade brasileira.

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