Mato Grosso do Sul, 6 de julho de 2026

Rações de alta performance elevam produtividade na truticultura

Nutrição especializada melhora conversão alimentar e reduz custos

A busca por maior eficiência produtiva tem levado truticultores brasileiros a investir cada vez mais em rações de alta performance, desenvolvidas especificamente para atender às exigências nutricionais da espécie. Com produção anual estimada em cerca de 3,5 mil toneladas, a truticultura é um nicho em expansão no país, apesar das limitações climáticas e geográficas.

A truta é um peixe carnívoro que exige ambientes com conforto térmico entre 10 °C e 15 °C, o que concentra a produção nacional principalmente na Serra da Mantiqueira, na divisa entre Minas Gerais e São Paulo, e na região serrana de Santa Catarina. Segundo o zootecnista Gustavo Pizzato, gerente de produtos Aqua da Guabi Nutrição e Saúde Animal, essas restrições naturais dificultam a ampliação das áreas produtivas, mas impulsionam a adoção de soluções tecnológicas para aumentar a rentabilidade.

“Cada vez mais produtores estão substituindo produtos genéricos por rações específicas, que elevam a eficiência zootécnica e os resultados econômicos da atividade”, afirma Pizzato.

Nesse contexto, a Guabi lançou em 2025 a Guabitech Truta, ração desenvolvida exclusivamente para a nutrição de trutas no Brasil. O produto é resultado de uma parceria estratégica com a Alltech Coppens, empresa europeia especializada em nutrição aquícola e com atuação global. O objetivo da colaboração foi adequar as exigências nutricionais da espécie às matérias-primas disponíveis no mercado brasileiro.

De acordo com Pizzato, a ração apresenta 45% de proteína bruta e 12% de extrato etéreo, composição que garante maior aporte energético e a proporção adequada de ácidos graxos essenciais exigidos por peixes de clima frio. “Isso se traduz em melhor desempenho zootécnico e maior eficiência produtiva”, explica.

Os resultados foram comprovados em testes de campo realizados na Toca da Truta, um dos maiores produtores do país, localizado em Baependi (MG). No experimento, a Guabitech Truta alcançou conversão alimentar de 1,37, índice 27% inferior ao do principal concorrente avaliado, que registrou conversão de 1,87. O ganho de biomassa foi 35% superior em relação ao produto comparativo.

“Na prática, isso significa crescimento diário mais rápido e entrega de peixes com cerca de 550 gramas — peso típico de abate — em menos tempo e com maior eficiência”, destaca o gerente. Segundo ele, a melhoria no aproveitamento nutricional também reduz o custo final por quilo de peixe produzido, aumentando a margem do produtor.

Embora a Guabitech Truta seja indicada para as fases de crescimento e engorda, a Guabi informa que dispõe de um portfólio completo voltado à truticultura, com soluções nutricionais desde as fases iniciais até o abate. “São produtos desenvolvidos para atender às necessidades específicas de cada etapa do desenvolvimento da truta”, conclui Pizzato.

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