MS reduz pastagens degradadas em 52% e atrai R$ 500 mi em crédito

Mato Grosso do Sul consolidou uma redução histórica na degradação de suas terras produtivas. Segundo relatório da Semadesc baseado no MapBiomas, as áreas de pastagens com baixo vigor caíram de 6,2 milhões de hectares em 2010 para 2,9 milhões em 2024 — um recuo de aproximadamente 52%.
O avanço é resultado da troca da pecuária extensiva tradicional por tecnologias de alta performance, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que já ocupa 3,6 milhões de hectares no Estado, tornando MS referência nacional no setor.
Financiamento e Políticas Públicas
O Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) tem sido o principal motor financeiro dessa transição. Somente no último ano, a modalidade FCO Rural destinou mais de R$ 500 milhões para projetos de correção de solo e reforma de pastagens.
- Correção de solo: R$ 400 milhões em 170 projetos.
- Reforma de pastagens: R$ 180 milhões via 93 cartas-consulta.
Sustentabilidade como Ativo Econômico
Para o secretário da Semadesc, Jaime Verruck, a recuperação de áreas é estratégica para aumentar a rentabilidade sem a necessidade de abertura de novas fronteiras vegetais.
“Temos clareza das oportunidades. Recuperar pastagens aumenta a produtividade, reduz a pressão ambiental e fortalece a agropecuária de baixa emissão de carbono”, destaca Verruck.
Programas Estruturantes
O Governo do Estado mantém um ecossistema de programas que dão suporte ao produtor:
- PROSOLO: Foco em conservação de solo e água.
- Precoce MS: Oferece bonificações financeiras para carne de alta qualidade produzida com manejo sustentável.
- MS IRRIGA: Incentiva a intensificação produtiva através da tecnologia de irrigação.
- Plano ABC+: Estimula o uso de bioinsumos e plantio direto para reduzir gases de efeito estufa.
Mesmo com o avanço, o desafio persiste em áreas de uso restrito, como o Pantanal, onde o manejo segue legislações específicas de resguardo ambiental. A meta agora é converter os 4,7 milhões de hectares ainda passíveis de recuperação em ativos produtivos e sustentáveis até o final da década.



