Mato Grosso do Sul, 6 de julho de 2026

Exportações do agro somam US$ 13,4 bi em novembro e batem recordes

Alta foi de 6,2% puxada por volume e avanço de carnes, soja e café

As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 13,4 bilhões em novembro, crescimento de 6,2% em relação ao mesmo mês de 2024. O resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento de 6,5% no volume embarcado, mesmo diante de preços internacionais mais moderados, consolidando o período como o segundo melhor novembro da série histórica.

No acumulado de janeiro a novembro de 2025, o setor registrou US$ 155,25 bilhões em vendas externas, o maior valor já observado para o período e 1,7% acima do resultado do ano anterior. As exportações seguem desempenhando papel estratégico ao complementar o mercado interno, ampliar escala produtiva, fortalecer cadeias do agronegócio e estimular investimentos em diferentes regiões do país.

Produtos com maior avanço
Em novembro, a soja em grãos liderou o crescimento, com US$ 1,83 bilhão em exportações, alta de 64,6%. A carne bovina somou US$ 1,75 bilhão, avanço de 51,8%, enquanto o café verde atingiu US$ 1,5 bilhão, crescimento de 9,1%. Carne bovina e café alcançaram recordes em valor, e o volume exportado de carne bovina, de 318 mil toneladas, foi o maior já registrado para um mês de novembro.

No acumulado do ano, as exportações de carne bovina totalizaram 3,15 milhões de toneladas, alta de 18,3%, com receita de US$ 16,18 bilhões, avanço de 37,5%. Apenas em novembro, as miudezas bovinas atingiram recorde histórico, com 27,1 mil toneladas exportadas.

Esse desempenho está associado à abertura de novos mercados em 2025. A Indonésia habilitou 17 plantas frigoríficas e passou a importar carne bovina com osso e miúdos, elevando as compras em 579%. As Filipinas, que também abriram mercado para esses produtos, ampliaram as importações em 35%.

Recordes em celulose e algodão
A celulose registrou desempenho histórico em novembro, com exportações de US$ 939,2 milhões, aumento de 8,6%, e volume de 1,85 milhão de toneladas, alta de 14,3%. O algodão não cardado nem penteado também alcançou recordes, com receita de US$ 640,1 milhões, crescimento de 18,6%, e embarque de 402,5 mil toneladas, avanço de 34,4%.

Feijões, pulses e gergelim
As exportações de feijões, pulses e gergelim mantiveram trajetória de expansão, impulsionadas por aberturas de mercado desde 2023. Países como Rússia, Líbano, Costa Rica e Peru ampliaram as compras de feijões, enquanto China, Coreia do Sul, Malásia e África do Sul consolidaram demanda pelo gergelim brasileiro.

Em novembro, o gergelim bateu recorde histórico, com US$ 70,9 milhões em receita, alta de 20%, e 72,3 mil toneladas exportadas, avanço de 47,7%. Os feijões também registraram recorde em volume, com 48,3 mil toneladas, crescimento de 6,8%.

Destinos e diversificação
A China permanece como principal destino do agronegócio brasileiro, com US$ 52,02 bilhões no acumulado até novembro, crescimento de 10%. Em seguida aparecem União Europeia, com US$ 22,89 bilhões (+5,4%), e Estados Unidos, com US$ 10,48 bilhões (–4,0%). Índia, com US$ 3,02 bilhões (+11,0%), e México, com US$ 3,0 bilhões (+8,5%), também ampliaram as compras, indicando diversificação gradual e consistente dos mercados.

Abertura de mercados e apoio ao exportador
Desde 2023, o Brasil abriu 500 novos mercados para produtos do agronegócio. Iniciativas como o AgroInsight e a Caravana do Agro Exportador têm aproximado produtores e cooperativas de oportunidades no comércio internacional. O AgroInsight, por exemplo, já identificou mais de 800 oportunidades em 38 países.

Os resultados de novembro refletem o esforço contínuo do Governo Federal para ampliar o acesso do agro brasileiro a novos mercados e fortalecer a competitividade do setor no cenário global.

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