Mato Grosso do Sul, 22 de abril de 2026

CJ Selecta lidera pioneirismo mundial com etanol de soja industrial

Empresa projeta comercializar créditos de carbono a partir de 2026

A CJ Selecta, fabricante brasileira de produtos derivados da soja, está consolidando sua posição na vanguarda da transição energética global. A companhia avança no processo de certificação do RenovaBio com a primeira planta de etanol de soja em escala industrial do mundo. Com a validação da rota tecnológica em fase final, a expectativa é que a geração e comercialização de Créditos de Descarbonização (CBios) ocorra até meados de 2026.

O projeto, iniciado em 2018, transforma o melaço de soja — um coproduto de baixa rentabilidade — em biocombustível de alto valor agregado. Segundo o CEO da CJ Selecta, Alessandro Reis, a iniciativa fecha a cadeia produtiva da empresa e reduz a pegada de carbono do Concentrado Proteico de Soja (SPC), principal produto da marca.

Eficiência Energética e Redução de Emissões

Dados da ferramenta oficial RenovaCalc confirmam o desempenho ambiental superior do biocombustível. O etanol de soja da CJ Selecta apresenta emissões 47,05% menores que as da gasolina, registrando 46,28 gCO₂eq/MJ frente aos 87,40 gCO₂eq/MJ do combustível fóssil.

Com essa performance, a unidade projeta uma redução anual de até 8 mil toneladas de CO₂ equivalente. Atualmente, a planta possui capacidade para produzir:

  • 10 milhões de litros de etanol hidratado por ano;
  • 3 milhões de litros destinados ao consumo interno;
  • 7 milhões de litros voltados à comercialização em postos das regiões de Araguari e Uberlândia (MG).

Ciência e Parceria Institucional

Por ser uma rota produtiva inédita, o processo de certificação exigiu uma colaboração estreita entre a CJ Selecta, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a Embrapa. A parceria permitiu identificar leveduras específicas capazes de converter açúcares da soja (rafinose e estaquiose) em álcool de forma viável.

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) manifestou apoio à iniciativa, destacando que a planta reforça o papel estratégico da soja na diversificação da matriz energética brasileira e na agregação de valor à indústria nacional.

“Ser a primeira planta de etanol de soja em escala industrial do mundo reforça nosso compromisso com inovação responsável e consolida o grupo como referência global em soluções ESG”, afirma Alessandro Reis.

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