Agronegócio bate recorde e emprega 28,2 milhões no 2º trimestre, diz Cepea/CNA

O agronegócio brasileiro alcançou um novo patamar no mercado de trabalho, empregando 28,2 milhões de pessoas no segundo trimestre de 2025. O número representa um crescimento de 0,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, com a criação de cerca de 244 mil novos postos de trabalho.
Os dados são do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).
Com este resultado, o setor agropecuário mantém sua relevância estratégica, respondendo por 26% do total de ocupações na economia brasileira, mesmo com o avanço geral do mercado de trabalho (que cresceu 2,3% no comparativo anual).
Agrosserviços Lideram Expansão
O crescimento do emprego no agronegócio foi majoritariamente puxado por três segmentos: insumos (+7,4%), agroindústria (+2,1%) e, principalmente, agrosserviços (+3,2%). Em contraste, o setor primário (produção na fazenda) registrou uma queda de 2,6% no número de trabalhadores.
Embora o segmento de insumos tenha registrado a maior alta percentual, os agrosserviços destacaram-se em volume. Este setor, que engloba atividades do processamento de produtos à oferta de insumos, emprega atualmente 10,5 milhões de pessoas — um novo recorde.
Segundo os pesquisadores, o segmento de serviços gerou mais de 325 mil postos de trabalho, refletindo a recuperação da agroindústria e a importância crescente de serviços especializados para a cadeia produtiva. O bom desempenho da agropecuária, com previsão de safras recordes e elevados volumes de abate, tem ampliado diretamente a demanda por esses serviços, dinamizando o mercado de trabalho no País.



