Mato Grosso do Sul, 6 de julho de 2026

Agro cobra ações contra invasões de terras no estado

Lideranças pedem segurança jurídica após ataques em Sidrolândia

Representantes das principais entidades do agronegócio de Mato Grosso do Sul reuniram-se nesta quarta-feira (17) para cobrar medidas urgentes e efetivas das autoridades contra o avanço das invasões a propriedades rurais no estado. O encontro, realizado na sede da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), em Campo Grande, debateu o forte cenário de insegurança jurídica e os episódios de violência no campo.

A mobilização do setor produtivo ganhou tração após os recentes conflitos registrados na Fazenda São Sebastião, em Sidrolândia. O caso acendeu o sinal de alerta entre os produtores devido à gravidade das ocorrências relatadas na propriedade.

De acordo com as lideranças do setor, o episódio recente em Sidrolândia extrapolou as disputas de terra tradicionais e resultou em danos materiais severos. Entre os atos denunciados pelas entidades estão:

  • Invasão de terras e ocupação ilícita;
  • Depredação de instalações e do patrimônio privado;
  • Incêndios e destruição de maquinários ou benfeitorias.

Diante disso, o setor exige uma atuação coordenada e firme do poder público para restabelecer a ordem e garantir o cumprimento das leis vigentes.

Defesa da Garantia Constitucional

Durante o debate, os gestores enfatizaram que a estabilidade jurídica e a paz no campo são pilares indispensáveis para a manutenção dos investimentos privados e para a continuidade da produção agropecuária. O presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), Guilherme Bumlai, destacou o impacto social das invasões.

“O produtor rural precisa de segurança para trabalhar, investir e produzir. A propriedade privada é uma garantia constitucional e deve ser respeitada. Não podemos admitir que a violência e a insegurança avancem no campo”, afirmou Bumlai.

Os representantes do agro ressaltaram ainda que os prejuízos não são apenas financeiros. Os conflitos geram forte impacto social, afetando diretamente a rotina de trabalhadores rurais, famílias e comunidades inteiras que dependem da atividade econômica gerada pelas fazendas.

Cobrança por Resoluções Definitivas

Para as entidades, a lentidão e a falta de soluções definitivas para litígios fundiários históricos funcionam como um combustível para o aumento das tensões no meio rural. Por esse motivo, o setor defende uma maior celeridade por parte dos órgãos competentes e do sistema de Justiça na condução dos processos.

Ao encerramento da reunião, as instituições reafirmaram o compromisso com o Estado Democrático de Direito, reforçando que o diálogo e o respeito estrito às instituições são as únicas vias possíveis paa garantir a estabilidade e a previsibilidade ao campo.

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