Agro cobra ações contra invasões de terras no estado

Representantes das principais entidades do agronegócio de Mato Grosso do Sul reuniram-se nesta quarta-feira (17) para cobrar medidas urgentes e efetivas das autoridades contra o avanço das invasões a propriedades rurais no estado. O encontro, realizado na sede da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), em Campo Grande, debateu o forte cenário de insegurança jurídica e os episódios de violência no campo.
A mobilização do setor produtivo ganhou tração após os recentes conflitos registrados na Fazenda São Sebastião, em Sidrolândia. O caso acendeu o sinal de alerta entre os produtores devido à gravidade das ocorrências relatadas na propriedade.
De acordo com as lideranças do setor, o episódio recente em Sidrolândia extrapolou as disputas de terra tradicionais e resultou em danos materiais severos. Entre os atos denunciados pelas entidades estão:
- Invasão de terras e ocupação ilícita;
- Depredação de instalações e do patrimônio privado;
- Incêndios e destruição de maquinários ou benfeitorias.
Diante disso, o setor exige uma atuação coordenada e firme do poder público para restabelecer a ordem e garantir o cumprimento das leis vigentes.
Defesa da Garantia Constitucional
Durante o debate, os gestores enfatizaram que a estabilidade jurídica e a paz no campo são pilares indispensáveis para a manutenção dos investimentos privados e para a continuidade da produção agropecuária. O presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), Guilherme Bumlai, destacou o impacto social das invasões.
“O produtor rural precisa de segurança para trabalhar, investir e produzir. A propriedade privada é uma garantia constitucional e deve ser respeitada. Não podemos admitir que a violência e a insegurança avancem no campo”, afirmou Bumlai.
Os representantes do agro ressaltaram ainda que os prejuízos não são apenas financeiros. Os conflitos geram forte impacto social, afetando diretamente a rotina de trabalhadores rurais, famílias e comunidades inteiras que dependem da atividade econômica gerada pelas fazendas.
Cobrança por Resoluções Definitivas
Para as entidades, a lentidão e a falta de soluções definitivas para litígios fundiários históricos funcionam como um combustível para o aumento das tensões no meio rural. Por esse motivo, o setor defende uma maior celeridade por parte dos órgãos competentes e do sistema de Justiça na condução dos processos.
Ao encerramento da reunião, as instituições reafirmaram o compromisso com o Estado Democrático de Direito, reforçando que o diálogo e o respeito estrito às instituições são as únicas vias possíveis paa garantir a estabilidade e a previsibilidade ao campo.



