Mato Grosso do Sul, 6 de julho de 2026

Agro brasileiro bate recorde e exporta US$ 169,2 bilhões em 2025

Setor responde por 48,5% das vendas externas totais do país

O agronegócio brasileiro consolidou sua força em 2025, atingindo a marca histórica de US$ 169,2 bilhões em exportações. O valor representa uma alta de 3% em relação ao ano anterior e equivale a quase metade (48,5%) de toda a pauta exportadora do Brasil. O desempenho foi sustentado por um aumento de 3,6% no volume embarcado, compensando a leve retração de 0,6% nos preços internacionais.

Balança comercial e safra recorde

O superávit do setor fechou o ano em US$ 149,07 bilhões, após importações que somaram US$ 20,2 bilhões. Esse resultado foi impulsionado pela safra recorde 2024/2025, que atingiu 352,2 milhões de toneladas de grãos — um salto de 17% sobre o ciclo anterior.

Para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, o recorde reflete a estratégia de diversificação de produtos e destinos. “Conseguimos abastecer o mercado interno, controlando preços, e exportar o excedente com tecnologia e sustentabilidade”, destacou.

China lidera e novos mercados avançam

A China segue como o principal parceiro comercial, absorvendo 32,7% das exportações (US$ 55,3 bilhões). A União Europeia e os Estados Unidos completam o pódio. No entanto, a abertura de 525 novos mercados desde 2023 permitiu avanços expressivos em destinos não tradicionais, como o Paquistão (+122%) e a Argentina (+29%).

Destaques da Pauta Exportadora

  • Complexo Soja: Permaneceu no topo, com US$ 43,5 bilhões em receita e recorde de 108,2 milhões de toneladas embarcadas.
  • Proteína Animal: A carne bovina teve salto de 39,9% em valor (US$ 17,9 bilhões). Já a carne suína levou o Brasil ao posto de 3º maior exportador mundial do produto.
  • Café: A valorização nos preços internacionais elevou a receita em 30,3%, totalizando US$ 16 bilhões.
  • Frutas e Pescados: Ambos registraram crescimento robusto em valor e volume, com abertura de dezenas de novos mercados.

Diversificação: O gergelim e os feijões ganham espaço

A estratégia de reduzir a dependência de commodities tradicionais gerou frutos. O gergelim, após abertura do mercado chinês, rendeu US$ 195,1 milhões. Os feijões atingiram desempenho recorde (+55,5% em volume), enquanto derivados de amendoim e castanha de caju também apresentaram crescimentos superiores a 70% em valor.

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