Mato Grosso do Sul, 18 de outubro de 2026

Campo Grande deve ter 390 novos casos de câncer de mama por ano até 2028

Outubro Rosa reforça a importância da mamografia e da detecção precoce

Campo Grande deve registrar cerca de 390 novos casos de câncer de mama por ano entre 2026 e 2028, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). O número equivale a aproximadamente 42% dos 930 casos anuais projetados para Mato Grosso do Sul, conforme a publicação Estimativa 2026: Incidência de Câncer no Brasil.

A concentração fica evidente na taxa bruta estimada: 78,99 casos por 100 mil mulheres na Capital, acima dos 62,27 casos por 100 mil mulheres previstos para o estado. Os índices reforçam a importância da prevenção, do acesso aos serviços de saúde e da identificação precoce da doença.

O câncer de mama está entre os tipos mais incidentes entre as brasileiras, desconsiderados os tumores de pele não melanoma. Por isso, a estimativa do Inca serve de referência para o planejamento das ações de prevenção, diagnóstico e assistência à população.

A divulgação dos dados coincide com o Outubro Rosa, campanha de conscientização sobre a doença. A mobilização, no entanto, não deve se limitar ao mês. É o que defende a coordenadora do curso de Enfermagem da Anhanguera de Campo Grande, Sandra Demetrio, ao destacar a importância de observar possíveis alterações e buscar atendimento de saúde.

“O Outubro Rosa é um momento importante de conscientização, mas o cuidado com a saúde das mamas precisa fazer parte da rotina durante todo o ano. Conhecer o próprio corpo, observar possíveis alterações e manter o acompanhamento com profissionais de saúde são atitudes fundamentais para favorecer a investigação oportuna”, afirma.

Sinais que exigem atenção

Conhecer o próprio corpo ajuda a reconhecer o que foge do habitual. Entre os principais sinais que precisam de avaliação profissional estão:

  • nódulo endurecido ou fixo na mama;
  • alterações no formato da mama ou na aparência da pele;
  • retração do mamilo;
  • pequenos nódulos nas axilas ou na região do pescoço;
  • saída espontânea de líquido pelo mamilo, especialmente com sangue;
  • vermelhidão ou mudanças persistentes na pele da mama.

O nódulo é o sinal mais conhecido, mas a doença também pode se manifestar de outras formas. Uma alteração não significa necessariamente tumor maligno, mas exige avaliação médica. Diante de qualquer um desses sinais, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação e encaminhamento, quando necessário, sem esperar pela próxima consulta de rotina.

A investigação pode envolver exame clínico e exames de imagem, conforme a avaliação profissional. O diagnóstico depende da análise dos resultados e, quando indicada, da realização de biópsia.

Mamografia: quem deve fazer

Entre os exames de rastreamento, a mamografia é um dos principais, pois permite identificar alterações antes mesmo do aparecimento de sintomas. O Ministério da Saúde recomenda a realização de rotina para mulheres de 50 a 74 anos, a cada dois anos. Fora dessa faixa, a indicação deve ser discutida com um profissional de saúde, considerando benefícios e possíveis riscos.

Já quem apresenta nódulo ou outra alteração suspeita deve buscar atendimento independentemente da idade. Nesses casos, a investigação é diagnóstica e não deve ser confundida com o rastreamento de rotina.

Hábitos que ajudam a reduzir o risco

Fatores como idade, histórico familiar e predisposição genética não podem ser modificados, mas algumas atitudes contribuem para diminuir o risco. O Inca recomenda a prática regular de atividades físicas, a manutenção do peso adequado e uma alimentação equilibrada, além de evitar bebidas alcoólicas e não fumar. A amamentação também é reconhecida como fator de proteção.

Outras medidas importantes incluem manter o acompanhamento de saúde conforme a orientação profissional, informar ao médico sobre casos de câncer de mama ou de ovário na família, procurar atendimento diante de alterações persistentes e realizar os exames recomendados de acordo com a idade e o histórico individual. Esses cuidados não eliminam completamente o risco, mas ajudam na prevenção e na identificação de alterações que precisam ser investigadas.

Onde buscar atendimento

Em Campo Grande, as mulheres que identificarem alterações nas mamas podem procurar uma Unidade Básica de Saúde para receber orientação, avaliação inicial e encaminhamento para exames. O acompanhamento regular e a busca oportuna por atendimento ampliam as possibilidades de diagnóstico precoce e tratamento adequado. A recomendação vale também fora do Outubro Rosa: diante de sinais suspeitos, não se deve adiar a avaliação.

Notícias Relacionadas
Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Publicidade
    Conffi