Mato Grosso do Sul, 16 de outubro de 2026

Preço do milho segue em queda no Brasil com dólar fraco e compradores cautelosos

Safra recorde e exportações lentas pressionam as cotações

As cotações do milho no mercado brasileiro continuam em queda, pressionadas pela desvalorização do dólar frente ao real e pela retração dos compradores, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A redução dos preços internacionais, que diminui a paridade de exportação, também contribui para o movimento de baixa.

Outro fator de pressão é a expectativa de produção recorde de milho na safra 2025/2026 no Brasil. Além disso, as exportações estão em ritmo inferior ao da temporada passada, o que aumenta a oferta no mercado interno e pesa sobre os preços domésticos.

Compradores aguardam novas quedas

Segundo os pesquisadores do Cepea, o enfraquecimento das vendas externas e o avanço da semeadura das culturas de verão, como soja e milho, levam os compradores a adiar negociações na expectativa de preços ainda menores no curto prazo.

Apesar da cautela, parte desses agentes já começou a fazer compras com entrega prevista para os próximos meses. A estratégia busca garantir o abastecimento e manter os estoques em níveis considerados confortáveis.

Produtores demonstram flexibilidade nas negociações

Do lado da oferta, os produtores estão concentrados nas atividades de campo, mas têm demonstrado maior flexibilidade para negociar o cereal. As concessões envolvem preços, prazos de pagamento e datas de entrega.

Nesse cenário, o mercado segue atento ao comportamento da demanda interna, ao ritmo das exportações e à evolução da safra brasileira. Conforme a análise do Cepea, a combinação desses fatores deve continuar influenciando as negociações e a formação dos preços do milho nos próximos meses.

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